Venceu o irreal, mas o Grêmio também sai por cima



É fácil ver, mas talvez, para quem prefere construir realidades paralelas, seja impossível assumir a distância que separa o nosso futebol do futebol praticado por gigantes mundiais como o Real Madri.

É óbvio que o Grêmio não tem nada com isso e a agenda tricolor marcava um encontro – na verdade, um reencontro histórico. O gremista campeão do mundo em 83 teria uma oportunidade de ver o seu time na passarela do universo do futebol.

A diferença, quer queria ou não, do futebol praticado é grande, mas futebol é jogo de bola e a bola não cansa de aprontar das suas.

Em campo estavam realidades diferentes. Uma seleção mundial com jogadores titulares de diversas nações contra um gigante campeão da Libertadores. Mas um time de um clube que tem contas para pagar, que tem que lutar para continuar sendo competitivo. Era um Real quase virtual contra um time real.

O placar, magro, não mostrou o que foi o jogo, mas ajudou a honrar a história de lutas do Grêmio.

Foi difícil ver o ataque gaúcho funcionar, mas deu orgulho ver Kannemann e Geromel se matando em campo. E que bonito é ver o esforço do trabalho de um goleiro como Marcelo Grohe.

O Grêmio não saiu de campo campeão, mas deixou a vida no gramado. Não há em toda a terra um só gremista envergonhado.

Se não deu para mostrar mais bola, o Grêmio mostrou empenho, dignidade e amor. Talvez isso não encha a barriga de ninguém, mas perder e ganhar estão no jogo.

Ao Real, quase de mentira, parabéns. O Grêmio te alugou a reencontrar o caminho da boa produção ofensiva.

Ao Grêmio e aos gremistas fica apenas a sensação de que poderia ter sido diferente, mas foi digno. Muito digno.



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