A vez de Raí



O nome do dia no Morumbi tem apenas três letras, mas tem muita história, gols e títulos. Raí aceitou e será o novo diretor de futebol do São Paulo.

Raí tem tudo a perder. Dono de uma ótima imagem com os torcedores, Raí sabe que não vai ser avaliado pelo que já fez no passado. A avaliação será em cima de tudo o que o futebol do São Paulo apresentar ou deixar de apresentar. Se um jogador não render, a culpa pode cair nas costas de quem contratou. Se o treinador não conseguir mais tirar o máximo de seu elenco, será Raí que vai ter que matar no peito os problemas e conflitos.

É óbvio que o camisa 10 sabe que a pressão será grande. Esclarecido, Raí conhece os perigos que vai enfrentar e me parece ser muito pouco apegado ao seu sucesso e imagem do passado.

Qual necessidade ele tem de aceitar o desafio? Por quais motivos ele topou romper com o passado e assumir o risco? Raí viu de perto todo o processo de deterioração da imagem de Rogério Ceni. Viu como a direção se comportou. Ele, mais do que muitos outros, já sabe que na gestão Leco já foram oito diretores de futebol demitidos. A gestão Leco é, até o momento, uma máquina de moer diretor. Só posso acreditar que ele confia na atual direção e também confia na sua capacidade de trabalho.



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