O ano de Jô



Quantos apostariam, em novembro do ano passado, que Jô seria o craque do Brasileiro e campeão em 2017? Talvez nem ele apostasse nisso, mas ontem ele foi o nome mais falado em todas as cerimônias de premiação.

Jô voltou ao Corinthians já tendo sido artilheiro e campeão da Libertadores em 2013. Voltou após ter sido convocado e tendo disputado a Copa do Mundo de 2014. Voltou após ter jogado por grandes camisas diversos campeonatos importantes pela Europa. No entanto, o retorno do atacante ao Corinthians ainda carregava a marca da desconfiança.

Qual Jô seria aquele? O campeão da Libertadores ou o jogador sempre envolvido em problemas de comportamento?

O Jô premiado no dia de ontem foi o jogador que conseguiu mostrar dentro de campo que o rótulo de jogador complicado passou a ser coisa do passado.

O atacante campeão e um dos artilheiros do Brasileiro 2017 serve e muito como exemplo para vários jogadores da base do Corinthians. Em que estágio estaria a carreira de Jô se ele fosse desde sempre um jogador mais disciplinado e mais dedicado ao campo?

Não é possível ficar inquieto diante do recado que Jô deixa. É possível e é preciso ser mais profissional. Levar a carreira a sério é uma obrigação, mas não são poucos os casos de meninos talentosos que permitem que o fascínio pelo que o mundo oferece tire a cabeça da profissão e os pés do chão.

É óbvio que a decisão de ser ou não mais profissional é pessoal, mas pode ser também uma saída para o clube colocar exemplos como os de Jô para os mais jovens perceberem que o sacrifício pode valer a pena.



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