Que venham mais Isabellys



E lá vou eu colocar a mão no vespeiro. Logo agora que vivemos tempos de intolerância. Mas cá entre nós, não consigo me omitir e é impossível, para quem vive em redação já há quase vinte anos, não se manifestar.

Convivo com colegas que se empenham, se esforçam e vivem, sem usar os cotovelos, buscando conquistar espaço em um meio que pouco oferece espaços para mulheres. É lindo ver o esforço, dedicação e comprometimento das queridas Ana Thaís Matos e Mayra Siqueira. Só que delas sou suspeito para falar. Com elas eu divido meu tempo e transmissões e com elas aprendo todos os dias.

Hoje, dia 07 de novembro, o rádio esportivo mineiro escreve uma página bastante interessante. O América, que luta para subir para a primeira divisão, vai receber o ABC, que vive o desespero para permanecer na B. Imagino o Coelho atacando e o ABC tentando achar um gol em um contra-ataque. Imagino também como seria se o destaque Matheusinho estivesse em campo. Imagino mais ainda como será a noite da jornalista Isabelly Morais.

Isabelly será a primeira mulher a narrar uma partida de futebol em Minas. Que orgulho sinto do meu estado e da Rádio Inconfidência que comprou a briga e vai dar a oportunidade a ela.

Não conheço a narradora, mas busquei informações e tudo o que ouvi é que ela é dedicada. Léo Gomide, amigo e repórter que cobre o Atlético pela mesma rádio, me disse que há tempos não via alguém tão dedicada como Isabelly é.

Mesmo sendo dedicada e tendo o apoio da emissora, é bem normal que ele a erre nomes e até mesmo se perca em vários momentos da transmissão.

Isabelly, queria te dizer que eu mesmo, há longos quase vinte anos, fiz meu primeiro jogo de futebol em uma partida do América. Não consigo descrever o quanto mudei depois que tive a primeira chance. Mudei a voz, a visão de jogo, a observação, a respiração e muito mais. O tempo é um amigo fiel.

Só posso desejar a ela e a tantas outras mulheres apaixonadas pelo futebol que sejam felizes e que conquistem mais e mais espaço.

Aos críticos tenho pouco a dizer, mas ainda assim peço respeito. Que mais oportunidades apareçam por aí.



  • Marcelo Magalhães

    Um jornalista como Mario Marra é bom demais pra globosta!

  • Ariel Ramos

    Talvez seja costume, mas a voz dela não me agradou. Ate ai nada anormal, pois tem narradores homens que não gosto da voz, como Milton Leite d sportv. Mas no Brasil hoje, capaz que venha cota p mulher narrar jogo. Modismo no Brasil é fogo. Eu acredito no mercado, se o publico aceitar, e oferecem um bom trabalho, não deve haver diferencias entre mulheres, e homens.O consumidor deve decidir.

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