O Grêmio está na final da Libertadores



Foi até comum e aceitável ouvir que o Grêmio representava o Brasil na Libertadores. E até que tecnicamente representava mesmo – era o clube representante do futebol brasileiro contra o representante do futebol equatoriano na noite fria do início de novembro de 2017.

A expectativa era alta para o jogo. O Grêmio tinha feito um ótimo jogo contra o Barcelona no Equador e o time treinado por Renato Gaúcho já jogou muita bola na temporada. Talvez tenha ficado frustrado quem esperou um show, uma aula em campo. Mas o Grêmio não era o Brasil na Libertadores.

Para o Grêmio pouco importa a expectativa frustrada. O gremista, aquele que verdadeiramente se sentia representado em campo, o que importava mesmo era cantar para o time, sofrer com o time e comemorar com a classificação da equipe.

Os equatorianos venceram, mas quem vai para a final é o Grêmio. É claro que os gremistas de todo o Brasil, e os que estiveram na Arena, esperavam ver uma espetacular virada e uma exibição de encher os olhos e os corações, mas o resultado foi suficiente e Renato deve ter tirado suas conclusões sobre o jogo.

Agora o erro tem que ser mínimo. Agora é final. O Lanús, treinado por Jorge Almirón, vive o sonho de ser campeão pela primeira vez e tem muito bem definida uma ideia de jogo.

Ninguém prometeu que seria fácil e não foi mesmo, mas agora a tendência é que seja mais difícil ainda. Tão difícil que apenas o Grêmio chegou.

Mesmo sendo o país de maiores orçamentos na competição, um clube brasileiro não disputava uma final de Libertadores desde 2013. Agora é com você, Grêmio. Sendo o Brasil ou sendo para os apaixonados gremistas – agora é com você.

O Brasil, aproveitando-se da oportunidade de ter um time para torcer na Libertadores, talvez tenha dormido esperando algo mais. O gremista, aquele que dorme e acorda com o Grêmio na mente e no coração, talvez não durma até o fim do mês e pode passar o final do ano com um sorriso imenso na cara.



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