Chegou a hora de conhecer melhor a direção do Palmeiras



Ao sair por cima, como campeão brasileiro, na temporada passada, Cuca deixou o torcedor do Palmeiras desamparado. Órfão. É bem verdade que o estilo de jogo não era tão encantador assim, mas é igualmente verdade que o grupo de jogadores mostrava muito empenho, dedicação elevada e respeito ao clube. As vitórias fizeram o time levantar a taça e o gosto pela intensidade foi sentido pelo frequentador do Allianz Parque.

O torcedor se sentia representado e de uma hora para a outra tudo mudou. Tudo mesmo. Saiu Cuca e saiu o presidente Paulo Nobre. Costumo dizer que o futebol brasileiro não é arraigado em conceitos e projetos. Mesmo um time sem dificuldades financeiras e campeão brasileiro pode sofrer com duas quebras de um ano para o outro.

Sem Cuca e com presidente novo, o Palmeiras viu sua aposta em Eduardo Baptista sofrer resistência já na apresentação. Só daria certo se ele, Eduardo, conseguisse ganhar todos os clássicos ou se Cuca assumisse um outro clube – de preferência na China. Não deu certo e Cuca voltou.

A fórmula mágica não veio com o novo/velho treinador. A repetição não saiu como o esperado e o desgaste venceu.

Não dá para falar que Cuca tenha ido bem. Ele sabe que foi abaixo da expectativa e disse isso mais de uma vez. A tal química entre ele, direção, time e torcida parece ter ficado no bolso de uma daquelas calças roxas usadas na temporada anterior.

Tudo o que se ouve agora é que o nome preferido da direção palmeirense é o de Mano Menezes, campeão da Copa do Brasil com o Cruzeiro.

O primeiro ponto importante é saber se Mano tem interesse em sair do Cruzeiro. Mesmo com todas as mudanças na direção do clube mineiro, Mano, acertadamente, é o nome para a sequência em Belo Horizonte.

O segundo ponto é saber se a direção e o torcedor sabem bem o que representa o nome de Mano Menezes.

Mano, é bem verdade, tem bastante experiência e capacidade para tocar qualquer trabalho com competência, mas também é verdade que ele tem características bem diferentes das de Cuca. É possível até falar que os times de Mano se parecem mais com os times de Eduardo Baptista.

É por esse caminho mesmo que a direção quer seguir? A mesma direção está preparada para aceitar a herança deixada por Cuca? Pergunte a qualquer torcedor do Atlético MG, time campeão da Libertadores em 2013 com Cuca à frente, se ele assimilou bem a ausência de seu emblemático treinador? Aproveite e pergunte se ele aceitou os outros treinadores que vieram depois dele? Cuca deixou vivo na memória do torcedor os momentos de alegria e o torcedor busca desesperadamente repetir, como viciado, aquela sensação de antes. A direção está mesmo convicta e vai bancar um trabalho que vai visar primeiramente o acerto da defesa?

É muito importante saber para onde quer ir, mas é igualmente importante saber os caminhos.



  • PORCO ILUDIDO !!!!

    Esse é meu chorume.
    #avantimustafa

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