Brasil produz muito, mas esbarra em Lampe



Sempre foi dito que não é fácil jogar na altitude de La Paz. Não foi mesmo nada fácil. O planejamento para a melhor adaptação da seleção brasileira aos problemas da altitude apontava que o time de Tite ficaria o menor tempo possível nas alturas, mas ainda assim o ritmo do jogo foi mais lento.

A Bolívia, acostumada, tentava se impor e esbarrava na limitação técnica. Aos poucos, bem lentamente, o Brasil foi se acertando e entendendo como fazer a bola chegar ao ataque.

O lado direito sofreu um pouco mais. Coutinho, altamente leve e técnico, teve mais dificuldade. Daniel Alves, muitas vezes acionado e chamado a participar do jogo ofensivo, também errou muito.

A seleção brasileira finalizou bastante. Foram nove finalizações contra apenas seis na primeira etapa.

Gabriel Jesus e Neymar perderam gols que em outras situações não perderiam.

Pelo lado boliviano, Bejarano acertou dois chutes muito fortes contra o gol defendido por Alisson. O último deles foi também a última ação do primeiro tempo e acertou em cheio o travessão.

A segunda etapa teve o mesmo cenário de dificuldades com o gramado e altitude, mas talvez o pior inimigo tenha sido o goleiro Lampe, que fez várias defesas difíceis.

Gabriel Jesus e Neymar chegaram em situações reais de gol, mas erraram nas conclusões ou esbarraram nas boas defesas do goleiro boliviano.

Tite fez Willian entrar no lugar do cansado Philippe Coutinho e Fernandinho no lugar de Paulinho. A produção ofensiva brasileira continuou muito boa. Foram mais dez finalizações na fase final.

O Brasil poderia ter saído de La Paz com a vitória, mas Lampe também não mereceu ser derrotado.

 

 



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