Feliz 2018, Cruzeiro



Thiago Neves bateu o último pênalti e saiu para comemorar a conquista do quinto título cruzeirense da Copa do Brasil.

Do outro lado, o derrotado apontava vilões e tentava entender por quais motivos o investimento não deu ainda o resultado esperado.

Uma das explicações meio óbvias está na ideia de elenco, no planejamento do grupo. Se o Flamengo não conseguiu jogar com Everton Ribeiro, Diego Alves, Rhodolfo e Geuvânio, o Cruzeiro manteve durante toda a temporada o mesmo técnico e, possivelmente, apenas Sassá, dos contratados no meio da temporada, seria titular na noite da decisão.

E ser zeloso na montagem do elenco é poder contar com Fábio e Rafael no elenco. É ter reservas e ainda observação para um menino como Murilo ache espaço no time de cima.

O Cruzeiro, legítimo campeão, passou por adversários muito duros e em raríssimos momentos deu pistas de que estava sofrendo além da conta. O time, trabalhado por Mano Menezes, teve sim a cara de seu treinador e foi simples, arrumado e eficiente em campo.

Tive a oportunidade de entrevistar o técnico campeão em julho e Mano Menezes destacou que é sempre mais complicado tocar o trabalho diário em ano de eleição. E não é que o título veio pouco antes da votação?

O próximo ano, com direção nova ou não, já pode ser desenhado no início de outubro. O campeão da Copa do Brasil conhece como poucos a fórmula de sucesso da competição e experimentou os prazeres de se organizar e montar a base do time bem antes do seu adversário.

O final da temporada ainda pode trazer mais alegrias para o torcedor. A classificação no Brasileiro é boa, mas não permite sonhos mais elevados. Cabe ao grupo de jogadores jogar apenas pelo prazer de jogar e de fazer o torcedor feliz.

2018 começa antes para o Cruzeiro, resta saber quem vai cuidar do clube.

 

 



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