Com futebol pobre, Santos é eliminado da Libertadores



A escalação inicial já permitia uns ou outros calafrios. Levir Culpi optou por Alison e Leandro Donizete mais presos e Vecchio como opção de meia mais avançado.

Fatalmente o Santos roubaria a bola e desarmaria com alguma frequência, mas o passe que deveria acionar Bruno Henrique e Copete não saía. Quando saía, os dois extremas pouco produziam.

Foi incrível, mas o primeiro tempo praticamente foi de um time só e não era o dono da casa. Foram nove finalizações do Barcelona contra apenas duas do Santos.

Marcos Caicedo e Beder Caicedo, pelo lado esquerdo, pressionavam Daniel Guedes e obrigavam Alison a ficar de plantão por ali. Sim, também é verdade que as principais jogadas ofensivas saíam com o lateral da direita do Santos, mas ele também sofria quando a bola estava com o time de amarelo.

O Barcelona com Oyola e Damian Díaz fazia a bola rolar e chegar ao ataque. Os dois armadores ditavam o ritmo e comandavam a partida.

A questão que o treinador santista deve ter levado para o vestiário não é das mais simples: permanecer com o time que pouco joga, mas que também resistiu bem na defesa ou investir mais em ter a bola e trocar a composição de meio?

Levir só mexeu aos 10 do segundo tempo. Saiu Vecchio e entrou Jean Mota, que até tentou incendiar a partida, mas o time pouco agredia.

Aos 22 minutos, após bom cruzamento pela esquerda, Jonathan Alvez fez de cabeça o gol da vitória. Dois minutos após o gol Alvez foi expulso.

O que se viu após o gol foi um futebol muito pobre do Santos. O dono da casa pegava a bola pelo meio campo e cruzava para a área. Nada mais.

Não que o Barcelona pratique um futebol espetacular, mas o Santos praticou um futebol pobre, pouco criativo e pouco objetivo.

A classificação equatoriana foi merecida. O jogo brigado do Santos ao menos ajudou o Grêmio, adversário do Barcelona na semifinal.

Alvez e Gabriel Marques foram expulsos e vão fazer falta. Cabe ao Grêmio observar com muita atenção o que Oyola, Díaz e Marcos Caicedo fizeram nos dois jogos contra o Santos.

Caiu o último invicto, mas é preciso destacar que o futebol do último invicto foi bastante pobre.

 



  • Carlos Roberto dos Santos

    Apesar do pouco futebol de alguns jogadores, não tenho dúvidas em dizer que a escalação do Levir matou as chances do Santos. Ao colocar Leandro Donizete como segundo volante e Vecchio como armador, acabou totalmente com a saída de bola e ainda sacrificou toda a defesa, bombardeada o tempo todo.

    • Erivaldo Cardoso Ramos

      Sem contar o Ataque pifio, Bruno Henrique nunca teve uma partida tão ruim no Santos quanto está, Ricardo Oliveira por 2 vezes não consegui simplesmente dominar a bola e outras sem o pique necessário, e o Copete o pior perdeu todas para o lateral deles, Tenho de reconher uma coisa toda hora voltavam para ajudar na area em cobranças de escanteio contra nós, fora isso foram horriveis.

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