Coutinho está de volta, mas não contra o City



Fechada a janela e terminada a rodada da data FIFA, toda a expectativa se voltou para como Philippe Coutinho seria recebido pelos seus companheiros e pelo treinador Jürgen Klopp.

As primeiras fotos mostravam o Pequeno Mágico no campo e distribuindo sorrisos ao lado lateral Alberto Moreno. Outras mostraram o dono da camisa 10 Red batendo na bola. Hoje, dia de entrevista coletiva do treinador, uma outra foto divulgada no site jornal Liverpool Echo mostrava Coutinho abraçados e o treinador conversando com o brasileiro. Não deu outra: Coutinho está reintegrado e bem reintegrado.

Vale destacar que Klopp desenhou o Liverpool para a atual temporada de forma um pouco diferente da temporada anterior. O treinador alemão foi ao mercado e contratou o egípcio Salah para dar amplitude de um lado e manteve o senegalês Mané – eleito o melhor da Premier League no mês de agosto – correndo pelo outro lado. Coutinho não seria mais o jogador da esquerda. Na ideia de Klopp, o brasileiro seria mais um jogador de uma linha anterior de campo.

Sem Coutinho, o Liverpool entrou em campo com o capitão Henderson mais perto da sua área; Wijnaldum e Can no meio campo e tendo um trio de ataque com Mané, Firmino e Salah. Claro que sem a bola os dois homens de lado de campo se tornam marcadores de meio e reforçam a linha defensiva.

Os resultados sem Coutinho foram bons. O Liverpool bateu o Hoffeinheim duas vezes – dentro e fora de casa – e garantiu vaga na Liga dos Campeões. É verdade que abriu a Premier League deixando pontos no empate com o Watford, fora de casa, mas conquistou os outros seis pontos disputados jogando bem e goleando o Arsenal por 4 a 0.

Na entrevista, Klopp reafirmou que conta com Coutinho e disse que as conversas com ele foram muito boas. Destacou também que confia nele e está feliz por poder contar com ele para a temporada. Entretanto, exatamente para um jogo tenso e de grande importância como o de sábado, contra o Manchester City, Klopp disse que Coutinho não estava nos planos e que ele precisa recuperar o tempo de treinamento perdido.

Klopp sabe o que representa ter ou não ter Coutinho. Sabe muito bem o que representa um jogo contra o City. Com ele, na temporada passada, o Liverpool não perdeu um único jogo contra os considerados favoritos. Mesmo sabendo de tudo isso, o alemão bancou o corte de Coutinho da delegação e, segundo ele, Coutinho concordou com a decisão.

É claro que se Coutinho estivesse com a parte física a 100% o treinador seria chamado de louco se não levasse o 10 brasileiro para um jogo desses, mas Klopp, ao não levar, mostra ao grupo a necessidade de cumprir os acordos internos e de estar sempre em plenitude para as exigências da competição.

Toda decisão também envolve um risco e o grau de risco é elevado. Se o Liverpool perder feio, Coutinho será desejado pelo torcedor. Se, no entanto, o time mostrar o mesmo nível que mostrou nos últimos jogos (sem Coutinho), vai ficar claro que o brasileiro vai precisar comer a bola para reconquistar o torcedor.

Após o jogo de sábado contra o City, o Liverpool vai abrir o Grupo E da Liga dos Campeões, quarta, em casa, contra o Sevilla.

 



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