Hora de agradecer ao Equador



A suada vitória da seleção brasileira em Porto Alegre trouxe, além dos óbvios três pontos, algumas dúvidas e indicações.

É preciso destacar que o Equador proporcionou um ótimo teste. Um time fechado, aplicado na marcação e determinado a barrar as jogadas iniciadas pelos laterais. O teste foi ótimo e o desempenho na primeira etapa foi preocupante. O time criou bem menos e ficou longe do esperado.

As ideias eram as mesmas e a boa execução foi impossibilitada pela estratégia do adversário. A bola batia e voltava. O normal seria ver a seleção manter o controle, a concentração e, sem se desorganizar, tentar iniciar um novo ataque. Mas o que foi visto, revisto e novamente visto foi a individualidade tentar resolver. Neymar foi criticado por tentar e por insistir nos dribles. Uns davam certo e outros tantos foram bonitos e improdutivos.

O time que tanto pontuou e que escreveu uma nova história nas Eliminatórias usava a individualidade dentro do jogo coletivo e bem pensado. Foi uma recaída?

A entrada de Philippe Coutinho mudou o jogo. Tite sabia que pouco adiantava insistir no jogo pelos lados e passou  a ter um jogador com maior capacidade de criação pelo centro. Coutinho mudou o jogo e pode ter apontado um caminho interessante. Ele pelo centro, Neymar e Willian abertos e ocupando a faixa central quando Coutinho cair pelos lados. É bom, foi bom e pode ser muito bom.

Não dá para desprezar o evidente fator observação. Sim, a seleção brasileira, antes de a bola rolar havia vencido os últimos oito jogos da competição, passou a ser melhor observada e mapeada pelos adversários. A nona vitória representou recorde e chama mais atenção ainda.

Não dá também para desprezar que a competição agora se dividiu. O Brasil já disputa a Copa do Mundo, mas as outras seleções vivem o desespero e o constrangimento explícito na tabela de classificação. Todos os jogos são valendo tudo e um pouco mais.

As inquietações que o Equador deixou servem para acertar o time. As soluções mostradas em campo foram claramente observadas pelos adversários daqui e da próxima Copa do Mundo. Parar no tempo e descansar com os resultados é um erro imperdoável.



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