Roger Machado prefere não trabalhar mais na temporada



A marcha das demissões de treinadores aumenta a cada rodada e tende a fazer ainda mais vítimas no segundo turno do Brasileiro. O último, pelo menos até agora, foi Zé Ricardo que caiu após a derrota do Flamengo em casa.

A cultura do futebol brasileiro exige que se ache um novo culpado a cada fracasso e, já que não dá para cortar um jogador ou diretor por rodada, demitir técnico é uma resposta rápida, um fato novo que pode alterar o ambiente de trabalho. No caso do Flamengo, é bom que se diga, Zé Ricardo já vinha como treinador na temporada anterior e o rendimento da equipe não melhorava mesmo o clube investindo mais.

Sem Zé Ricardo, Roger Machado se tornou uma óbvia alternativa. Entretanto, o que poucos sabem é que o treinador campeão mineiro se posiciona contra as constantes trocas de técnicos e tem como conceito que aceitar trabalhar no meio da temporada é compactuar com a cultura vigente que pede uma cabeça a cada frustração.

É claro que ele pode ser convencido e pode responder positivamente à consulta feita a ele, mas até o momento a postura de Roger Machado é a de não trabalhar mais na temporada e não continuar alimentando a fogueira das incansáveis demissões.

Várias enquetes têm sido feitas para apontar quem é o preferido do torcedor flamenguista. Em várias delas o nome de Reinaldo Rueda é apontado como o mais votado.

Rueda tem feito seguidos bons trabalhos e se mostra atualizado. O grande problema é a tal adaptação ao futebol brasileiro. Imagine que o treinador colombiano acabou de sair vencedor do Atlético Nacional de Medellín, clube em que deu sequência ao trabalho de Juan Osorio e aceitou a filosofia de trabalho da direção.

Antes do Nacional, Rueda vinha de dois trabalhos em elogiáveis trabalhos nas seleções de Honduras e Equador e um trabalho menos vencedor na seleção de seu país.

Foram longos treze anos distante da pressão de dirigir clubes. Treze anos sem estar entregue à sorte de estar nas mãos de dirigentes de clubes. Ele é uma boa opção? Certamente, mas é preciso ter paciência e compreender que ele vai errar e demorar um pouco a conseguir colocar em prática o que aprendeu e entende como método de trabalho.

 



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