De titular a afastado, caso Felipe Melo não está claro



Muitas vezes me pego imaginando como deve ser difícil a convivência por uma temporada com um grupo de jogadores. Já não é fácil trabalhar com grupos pequenos. Trabalhar com 30 caras ambiciosos, competitivos e vaidosos deve envelhecer muito treinador.

Para piorar as coisas, os treinadores ainda convivem com as inconstâncias de seus patrões e com a pressão dos torcedores.

Cada treinador, obviamente, tem a sua preferência. Uns preferem elencos de um jeito e outros montam privilegiando mais ou menos marcação, velocidade e por aí vai.

Cuca, treinador experiente, deve bater o olho no elenco e perceber quem é quem. O atual elenco do Palmeiras não foi montado por ele e o treinador aceitou o desafio de comandar.

O episódio do afastamento de Felipe Melo é mais um mistério. Talvez mais um mistério da administração de elencos. Talvez.

Felipe Melo chegou ao Palmeiras e foi tido como líder da equipe quando Eduardo Baptista ainda era o treinador. Saiu Eduardo e chegou Cuca.

Felipe foi suspenso e cedeu espaço. Cuca foi tentando achar o time e ele mesmo, em coletiva, assumiu que estava tendo dificuldade. A dificuldade era tanta que Cuca chegou a dizer que as outras competições pediam passagem e o Brasileiro deixaria de ter prioridade.

O que é difícil entender é que Felipe Melo, o agora afastado, era a primeira escolha de Cuca para um jogo considerado muito importante contra o Cruzeiro. Felipe Melo saiu de titular em um jogo grande, decisivo e prioritário para ser afastado!

Cuca perdeu o interesse em Felipe Melo. Em poucos dias, Felipe deixou de ser líder em campo em uma decisão e passou a ser carta fora do baralho.

Se as justificativas dadas no pronunciamento são as verdadeiras, é bastante difícil entender como as coisas mudaram tão rapidamente.



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