A noite de Botafogo e Cruzeiro



Dois dos times apontados como candidatos a todos os títulos em 2017 caíram na Copa do Brasil. Atlético MG e Palmeiras jogaram fora de casa e voltaram precisando entender o que fazer para melhorar a temporada.

Sim, é bem verdade que o Galo tomou uma senhora pancada para o Botafogo. É também verdade que venceu o time que não tem jogadores de grife, mas fez brilhar a estrela solitária do escudo.

Em desvantagem no confronto, o Botafogo abriu o placar ainda aos 5 minutos de jogo. O Galo agredia muito pouco e não recompunha bem.

O segundo gol, pouco antes do intervalo, obrigaria o time de Rogério Micale a sair para jogo. O Botafogo aceitou a pressão e ainda ampliou perto do fim da partida.

É invejável ver o Botafogo se matar em campo. O time entende suas limitações e sabe que é preciso derramar baldes de suor em campo.

Após o fim do jogo, certamente influenciado pelo resultado, Daniel Nepomuceno, presidente do Atlético, disse que vai ter que aumentar a cobrança para cima do elenco.

Cobrar, pagar em dia, acompanhar, amparar, contratar, avaliar, reavaliar… Tudo isso faz parte do que deve ser a rotina de quem tem responsabilidade com o futebol. Na minha visão, chegar chutando a porta não é solução e só piora o semblante já tenso de jogadores que precisam conquistar resultados de forma imediata.

Cruzeiro classificado

No Mineirão, para um bom público, Cruzeiro e Palmeiras voltaram a campo para um ajuste de contas. No primeiro jogo, em São Paulo, o Cruzeiro fez um exemplar primeiro tempo e foi para o intervalo tendo marcado um 3 a 0. O segundo tempo foi do Palmeiras e o empate dava vantagem de vários resultados aos donos da casa.

Com Élber e Alisson bem abertos; Thiago Neves se movimentando bem e Sobis, leve e mais perto do gol, o Cruzeiro impunha muita dificuldade aos marcadores Thiago Santos e Felipe Melo. O Palmeiras teve poucas chances e tentava atacar lançando a bola para a área do Cruzeiro.

O segundo tempo foi quente. Novamente aproveitando bola alta na área, Keno pega um rebote e bate. A bola desviou em Lucas Romero e vendeu o goleiro Fábio.

O gol foi marcado aos 25 do segundo tempo e depois voltou a bater para o gol apenas mais uma vez, aos 38. O Cruzeiro foi para o ataque e até ofereceu espaços para o contra-ataque, mas Dudu, veloz, já tinha saído e o sufoco só aumentou.

Aos 40, após bom cruzamento, Diogo Barbosa subiu e fez o gol de empate, o gol da classificação.

É razoável esperar mais qualidade no futebol do Palmeiras. O time tem elenco, estrutura e treinador. Contar com a bola lançada para a área adversária pode até dar certo, mas é pouco para o que o time pode fazer e apresentar.

O Cruzeiro não precisava se expor. Poderia ter jogado mais? Sim, mas não precisava. Quando foi preciso, o time jogou.

A noite da Copa do Brasil cobrou de dois favoritos. Palmeiras e Atlético não conseguiram e têm menos uma competição peça frente. Menos datas. Menos desculpas. Os dois precisam jogar mais. Podem e devem se organizar melhor.

A mesma noite de Copa do Brasil premiou o bom jogo coletivo de Cruzeiro e Botafogo. O time de Mano Menezes foi frio e sabia bem o que podia e o que não podia fazer em campo.

O time de Jair Ventura também foi premiado. Na verdade, o prêmio é o Botafogo que oferece. A organização e a luta em campo são claras demonstrações de que nem só de dinheiro e estrelas o futebol vive.



MaisRecentes

Robinho é o nome do clássico mineiro



Continue Lendo

São Paulo vence e respira melhor



Continue Lendo

Levir e a indecisa direção santista



Continue Lendo