Os desafios de Dorival



Rogério Ceni saiu na segunda e Dorival acertou na quarta. Experiente, o novo treinador do São Paulo vai trabalhar com um grupo de jogadores bastante modificado, repleto de jogadores recém contratados, uma torcida ansiosa, um time na zona de rebaixamento e uma diretoria confusa.

Se olhar apenas para o cenário, Dorival verá o desafio maior do que o que ele realmente é. O grupo de modificado e com jogadores carentes de adaptação tem qualidade. Dorival sabe que não vai ter muito tempo para errar, mas já enfrentou muitos dos seus novos comandados e pode, até mesmo pela experiência, achar uma cara de time.

A ansiedade da torcida só vai diminuir se os resultados agradarem. Talvez não agradem no início, mas já não estavam agradando antes.

O São Paulo tem tudo para não ficar muito tempo na zona de rebaixamento. É possível que fique um pouco mais. Entretanto, mesmo sabendo que o time rende pouco, outros rendem menos ainda e o São Paulo tem de onde tirar.

Um problema sério é a direção. Foi constrangedor ver o nome de Rogério Ceni sendo tratado da forma que foi. O Mito virou vilão e não é justo jogar tudo na conta dele.

Dorival vai ter que conviver com a falta de convicção da direção e até mesmo com a pouca vivência no futebol de Vinícius Pinotti. Mas até nisso a experiência de Dorival pode ajudar.

O novo treinador do São Paulo está cansado de saber que outras tantas diretorias de clubes grandes no Brasil são do mesmo jeito. Amadoras, apaixonadas, distantes dos conceitos modernos de futebol e pouco capacitadas para se meterem a avaliar o trabalho de um treinador e de uma comissão técnica.

O São Paulo será, é verdade, um desafio grande para Dorival, mas qualquer outro clube seria e é assim a vida dos treinadores no Brasil.



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