Agora é sem Rogério Ceni



Nem vítima e nem vilão, Rogério Ceni é mais um nome que se vai. Ele mesmo, há algum tempo, disse que via o São Paulo queimando ídolos como Autuori e Muricy.

É bem verdade que ele poderia ter esperado mais e seguido outros exemplos de ídolos como Zidane e Gerrard. O francês, campeão duas vezes da Champions League como treinador, foi treinador na base do próprio Real. O inglês voltou ao clube do coração com o objetivo de ser um dia o treinador principal da equipe. Para aprender, Gerrard está também na base do Liverpool e por lá deve ficar alguns anos.

Rogério sabia do risco que estava correndo. Acenou com boas ideias e não conseguiu dar o salto que esperava dar. Normal para quem estava começando. Cruel pelo tamanho do ídolo que ele sempre foi.

Ceni é e permanecerá sendo ídolo do torcedor do São Paulo e o São Paulo permanecerá tentando entender para qual caminho seguir.

A aposta em Rogério não foi feita com a devida convicção. A direção deveria saber que ele iria aprender com o cargo e, se fosse firme em suas ideias, bancaria e teria o risco calculado. A tendência é que Rogério Ceni perdesse, perdesse e amadurecesse para enfim crescer. Custaria pontos, humilhações, eliminações e arranhões na imagem. No entanto, poderia dar certo com o tempo. Dar tempo não é muito o forte do futebol brasileiro.

Mas não. Bastou o clube entrar na zona de rebaixamento para a cúpula mudar radicalmente o curso de um suposto planejamento.

Quem assumir vai encontrar um grupo de bons jogadores, algumas ideias praticadas em campo, muito pouca convicção da diretoria e uma torcida imensa apreensiva e chateada. Não é trabalho para aventureiros. Resta saber se quem manda no clube já percebeu isso.



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