O futebol não tem dono, é de todos



Sem a menor pretensão de achar que a verdade tem dono, acho também que o futebol não tem. Vários velhinhos ingleses, em 1863, se reuniram em um pub londrino e lá assinaram os que seria a criação da primeira liga de futebol.

Dá para dizer que eles deram o pontapé inicial para a criação do esporte que mais amamos. De Covent Garden até hoje, já são 154 anos e até hoje, por mais que a FIFA queira, ninguém pode bater no peito e afirmar que o futebol seja dele. Se não é de ninguém, é importante percebermos que é de todos.

O branco pode jogar e torcer. O negro também. O hétero pode comemorar abraçado ao vizinho de cadeira que pode ter orientação sexual diferente. Ou não.

O futebol, sendo de todos, tem dias muito especiais. Tenho certeza que os velhinhos ingleses gostariam muito de saber que aquelas assinaturas regulamentando a liga inglesa se divertiriam com a rivalidade entre Atlético e Cruzeiro. Eles ficariam loucos para entender por qual motivo um é Galo e o outro é Raposa. Ficariam com os olhos marejados ao ouvirem os cânticos de devoção. E o que falar de crianças e idosos vestidos com suas camisas alvinegras ou azuis. Lindo isso!

É bem verdade que é melhor esconder deles as ofensas homofóbicas e a violência gratuita.

A grande vantagem do futebol é que ele não é de ninguém e as atitudes de alguns não correspondem ao que o todo pensa. Viva o futebol livre. Foi para isso que ele foi criado e só por isso nós fomos atingidos aqui, mesmo estando tão longe daquele pub.



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