Galo vai bem e goleia fora de casa



Jogar uma partida da Libertadores na Bolívia não chega a trazer lembranças desconfortáveis ao Galo. Em 2013, ano do título atleticano, o Atlético encontrou todo o problema da altitude de La Paz, um estádio cheio e um The Strongest motivado e razoavelmente arrumado em campo. Mesmo assim deu Galo, por 2 a 1.

O elenco atleticano volta ao território boliviano, mas já sem a altitude. Já também sem encontrar pela frente um time como experiente em competições internacionais como o The Strongest. Nem mesmo a pressão de jogar fora de casa o Galo sentiria, já que o som que se ouvia das arquibancadas era o hino do Atlético. Restava ao time mineiro jogar e se impor.

Para dar um pouco de apreensão, Fred, Maicosuel e Robinho estavam no banco. Rafael Moura, Otero e Cazares começaram jogando. Adilson entrou como titular ao lado de Rafael Carioca e Elias. Felipe Santana foi o titular na vaga de Gabriel, que nem no banco ficou.

Cazares e Rafael Moura marcaram ainda no início e o Galo, satisfeito com o placar, deixou de ser o time que roubava rapidamente a bola e saía com bastante velocidade em toques curtos, triangulações e envolvimento.

O que pode ser chamado de controle de jogo flerta, e muito, com a falta de concentração e relaxamento. O jogo ganho tomou outros ares quando Castillo, ex Galo, diminuiu em cobrança de pênalti, perto do fim da primeira etapa.

O intervalo fez bem ao Atlético.

A falta de concentração perdeu espaço e o o time retomou os bons momentos do início do jogo. Com a cabeça totalmente ligada no jogo, o controle total do jogo voltou. E os gols também.

Elias fez o terceiro e Otero aproveitou a fragilidade do goleirão para marcar o quarto. Já era impossível imaginar o adversário assustar e Roger Machado começou a trocar jogadores.

Perto do fim do jogo Cazares fez o quinto e o placar parou no 5 a 1.

O Atlético vive o que pode ser considerado o melhor momento na temporada. O time se mostra mais maduro nos conceitos defensivos e rápido quando tem a bola.

O jogo ajuda bem na classificação para a próxima fase da Libertadores e dá relativa confiança para o clássico de domingo.

Assim como aprender uma matéria nova na faculdade demanda tempo, aprender e apreender conceitos de marcação e de movimentação defensiva também exige tempo de trabalho. É errando, corrigindo, errando de novo, errando menos, acertando, repetindo, errando e afinando que os conceitos são assimilados. O Galo parece estar caminhando bem no aprendizado.

É certo que o adversário, o Sport Boys, não conseguiu mostrar muita intimidade com a bola, mas a organização defensiva do time foi vista em campo.

 



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