Galo mostra que o caminho para o equilíbrio ainda é longo



O empate na primeira partida da semifinal do Mineiro deixou o atleticano frustrado. O mando de campo era da U.R.T. e o Galo começou vencendo, mas cedeu o empate na segunda etapa.

O empate frustrou, mas ele tem menos importância. Na verdade, empatar, vencer ou perder fazem parte do jogo de futebol o que frustra bastante é o jogo coletivo. O Galo de Roger deveria estar rendendo mais.

Nem mesmo o placar do meio de semana, pela Libertadores, foi construído com o futebol envolvente que o torcedor esperava.

É também verdade que o elenco dos sonhos, cantado pelo torcedor, tem se mostrado abaixo. As opções de banco do treinador atleticano dificilmente mudariam o panorama da partida. Roger fez Carlos César entrar no lugar de Otero e adiantou Marcos Rocha e isso já mostra algumas limitações do grupo alvinegro.

Roger Machado sempre conseguiu extrair muito de seus jogadores e até mesmo ensinou vários a jogarem melhor defensivamente, mas o Galo tem sofrido gol em muitos jogos e hoje mostrou que ofensivamente estava mais previsível. Foram 45 cruzamentos, sendo que 37 foram errados. Vale destacar que Fred não esteve em campo, o que representa um grave desfalque, mas era para produzir mais.

Uma outra análise se faz necessária. O Atlético não tem sido um time rápido e a velocidade é muito importante para quebrar defesas adversárias. Talvez a volta de Maicosuel ajude, mas não é só o ataque que precisa ser veloz. O ano abaixo do esperado de Robinho também complica o desempenho ofensivo e a velocidade do meio campo.

Não vai ser de uma hora para a outra que o Atlético vai ser um time mais equilibrado. O torcedor já está cansado de ver o time ter o melhor ataque e defesa exposta. Respeitar as linhas de marcação, diminuir o espaço do adversário, buscar a recuperação da posse da bola com rapidez não são conceitos tão fáceis para um time que praticamente negligenciava a parte defensiva. O Atlético caminha para ser mais equilibrado, mas toma gols pelo meio da defesa e volta a oferecer espaços aos adversários.

Mas e se os títulos não vierem? E se os gols não aparecerem? Paciência. O caminho é longo e já são muitos anos sem o título do Brasileirão mesmo. Melhor é continuar a busca pelo equilíbrio. Repare que os últimos campeões têm bons ataques, mas especialmente têm defesas fortes e equilibradas.

O caminho para a maturidade tática, para o equilíbrio parece estar ainda longe, mas tem sido andado. Abandonar velhos vícios não é tão fácil quanto parecia.

 



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