Fora de casa, Corinthians vence com boa vantagem



O cenário já estava montado bem antes de a bola rolar no Morumbi para a semifinal entre São Paulo e Corinthians. Os dois times perderam poucos jogos no estadual, mas um sempre teve estilo bem diferente do outro.

O São Paulo tem, de longe, o melhor ataque da competição. Foram 32 gols marcados. O Corinthians, antes de começar o jogo, tinha feito 15. A diferença também é grande quando o assunto passa para os gols sofridos. A defesa do Corinthians sofreu apenas nove gols e a do São Paulo havia sofrido 20!

As filosofias de jogo tão diferentes já tinham se encontrado na fase de classificação e o resultado foi um empate em 1 a 1.

Confortável sem a bola, o Corinthians viu o São Paulo ter 62% de posse de bola. Viu também que a posse dos donos da casa não resultava em finalizações. Concentrado e bem organizado defensivamente, era o Corinthians que roubava a bola e tentava levar perigo nas poucas vezes que chegava ao ataque.

Com muito espaço pelo meio, Rodriguinho achou Jô escapando na cara do gol e com ele o placar foi aberto.

Rogério Ceni ainda perdeu Wellington Nem, que corria pelo lado direito, aos 19 minutos do primeiro tempo. Cícero foi a opção. O São Paulo continuava com a bola, mas Cássio pouco fazia em campo.

Perto do fim do primeiro tempo, Rodriguinho, novamente achando espaço, bateu e ampliou a vantagem para o Corinthians.

Gilberto entrou no segundo tempo no lugar de Luiz Araújo. O time apostava na pressão. A velocidade que a formação inicial proporcionava com Luiz Araújo e Nem era deixada de lado. O jogo seria mais físico.

Foram 37 cruzamentos para a área. Só Maicon, zagueiro que tentava ajudar pela direita, cruzou quatro vezes.

A saída de Jadson, aos 4 do segundo, fez com que o Corinthians perdesse o passe em profundidade. Rodriguinho tentou algumas vezes, mas o cansaço tratou de tirar a precisão do meia corintiano.

Rogério abriu mão das suas convicções de jogo leve e bem jogado e viu o seu time tentar, no abafa, diminuir a vantagem aberta pelo time de Fábio Carille.

O placar final dá relativa tranquilidade ao Corinthians. É difícil marcar gols no time de Cássio e o São Paulo vai ter que marcar pelo menos dois para levar a decisão para os pênaltis.

O time mais organizado defensivamente foi fiel aos seus conceitos e novamente não sofreu gols. Se não sofrer pelo menos, dois, fará a final do Paulista.



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