Com todas as doses de emoção, deu Palmeiras



Antes de a bola rolar, o torcedor palmeirense poderia esperar um jogo muito bom e até mesmo fácil contra o Peñarol. Quem viu o que o Jorge Wilstermann fez com os uruguaios, poderia até mesmo ter se empolgado. Na Bolívia, no início da Libertadores, o Peñarol tomou um constrangedor 6 a 2.

Um olhar um pouco mais atento já permitiria um outro pensamento: como aquele Peñarol conseguiu bater o Atl. Tucumán? Será aquele time que tomou o 6 a 2 o mesmo que é o único invicto no Campeonato Uruguaio? O que houve com o Peñarol que só sofreu sete gols em 10 jogos no torneio local?

O tempo passou e o Peñarol cresceu. Cresceu defensivamente e se mostrou, no primeiro tempo, um time bem maduro – apesar da média de idade baixa – e organizado defensivamente.

Quintana, zagueiro que fazia apenas o seu sexto jogo na carreira, teve um primeiro tempo de ótimo posicionamento e imposição física. Guzmán Pereira e Novick fechando bem os espaços do meio campo. O jovem capitão Nández pela direita e Cebolla Rodríguez pela esquerda; Affonso, grandalhão brigando no ataque para a bola chegar na área para Junior Arias.

O Palmeiras tinha a bola, mas novamente confundia a paciência para trocar passes, envolver o adversário e achar o espaço na hora certa para a enfiada de bola com lentidão na condução da bola até o campo adversário.

O gol do Peñarol saiu de uma jogada ensaiada de bola parada. Poucos minutos antes do gol, pela esquerda, Cebolla Rodriguez se preparou para bater um escanteio e sinalizou a jogada ensaiada erguendo a bola com as duas mãos. Era um sinal.

A bola procurou Ramón Arias, que desgarrava da marcação, passando por trás da proteção palmeirense. Arias não conseguiu chegar. O gol saiu em outro escanteio, só que da direita. Junior Arias fez a mesma sinalização. Levantou a bola coma s duas mãos e bateu para Ramon Arias passar por trás da marcação e cabecear com alguma liberdade para abrir o placar.

O Palmeiras tentou jogar, mas a estratégia de destruir utilizada pelo Peñarol acabou sendo premiada no primeiro tempo.

Eduardo Baptista não mexeu no time para o segundo, mas deve ter conseguido convencer seus jogadores a acelerarem o jogo. Deu certo!

Em cinco minutos da etapa final o Palmeiras virou o jogo. O primeiro foi marcado Willian e o segundo marcado Dudu.

O terceiro poderia ter saído aos 10. Borja, que havia desperdiçado algumas oportunidades, teve um pênalti à sua disposição e bateu errado.

Novick, volante de marcação e de saída de bola do Peñarol, saiu para a entrada do meia Gastón Rodriguez. O Peñarol tentaria empatar o jogo.

E só dava Palmeiras. Michel Bastos entrou no lugar de Borja e Willian foi para o comando do ataque. Thiago Santos também entrou para o amarelado Felipe Melo sair.

A Peñarol só teria chance um uma nova jogada de bola parada. Junior Arias teve a chance. Ele bateu falta para a cabeçada de Quintana, Prass fez defesa parcial e Gastón Rodriguez, sozinho, empatou o jogo.

O jogo ficou aberto, maluco. Keno entrou e Guerra saiu.

A bola passou a rolar pouco. Era falta e mais falta. Palmeiras tentava e encontrava uma defesa rebatendo tudo.

Em uma delas, Dudu se preparou para a batida e o juizão “bom de papo” permitiu que Lucas Hernández permanecesse em cima da bola. Dudu se irritou e acabou sendo expulso. A expulsão era um dos objetivos do Peñarol, já que o próximo jogo do grupo é exatamente entre os dois adversários de hoje, mas no Uruguai.

A bola parada que fez tão bem aos uruguaios foi a arma usada para dar a vitória suada e sofrida ao Palmeiras.

Aos 54, Michel Bastos cobrou escanteio e Fabiano cabeceou para o gol.

O torcedor palmeirense certamente não tem a menor condição de dormir hoje. O jogo foi recheado de tensão. Ganhar uma partida novamente no último minuto de jogo não estava nos planos nem do mais dramático torcedor, mas foi assim.

Os times vão jogar contra o Palmeiras priorizando o contra-ataque. Cabe ao Palmeiras de Eduardo Baptista criar mais e mais alternativas para furar os esperados bloqueios. Ser intenso como o time foi nos primeiros minutos do segundo tempo deve ser a meta.

 

 



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