No limite do sofrimento, Ponte vai para a semifinal



Sabe aquele jogo disputado, suado, de intensa busca pelo espaço? Sabe aquele jogo de um time muito técnico contra um time bastante organizado e bem fechado?

Santos e Ponte Preta fizeram uma partida intensa, de muita luta e muitas faltas. O Santos teve 61% de posse de bola e, mesmo tendo mais a bola, teve um número superior de desarmes.

Não dava para reclamar de falta de entrega dos jogadores santistas. A Ponte assumiu a postura defensiva e poucas vezes conseguiu avançar em contra-ataques.

O gol saiu ainda cedo, aos 15 do primeiro tempo, com David Braz aproveitando falta batida por Lucas Lima e bola alta na área.

Até o apito final o jogo manteve a sua cara. Era bola no ataque e precaução com os avanços da Macaca. Foram treze finalizações do Santos contra 6 da Ponte, mas apenas uma no gol.

A vitória pelo placar mínimo levava o jogo para os pênaltis. Era o que a Ponte queria.

O Santos, com David Braz, perdeu a cobrança e a Ponte acertou todas. Deu Ponte, o time que ano a ano mostra equilíbrio e muita luta em busca de uma conquista.

Com muita aplicação tática e reconhecimento pleno de suas limitações, a Ponte arrancou o resultado das mãos de um time altamente técnico e ofensivo.

É claro que a disputa por uma vaga na final será igualmente dura. O Palmeiras é o favorito, assim como o Santos era, mas o que dá mesmo para garantir é que a Ponte – que já bateu o Palmeiras na fase de classificação, vai suar sangue em campo.

O Santos que vem de disputar oito finais consecutivas e de conquistar os dois últimos títulos não merece e não precisa passar por crise alguma pela desclassificação. O time é bom e também organizado. É possível imaginar um bom caminho em outras competições.



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