Brasil vence e brilha com e sem a bola



E chegou a oitava vitória consecutiva do Brasil e vai chegar a classificação para o Mundial da Rússia. A matemática ainda insiste em impedir o carimbo do passaporte, mas não vai poder impedir por muito tempo.

Um desatento que acompanhara antes a seleção e vê o time de hoje não vai encontrar sentido algum na mudança de postura e de qualidade de jogo. O desavisado vai procurar se informar e vai descobrir que os números todos mudaram desde que Tite assumiu o comando da seleção.

Sim, tudo agora é diferente. O time que não se encontrava na faixa de classificação agora é o líder isolado. Jogadores tidos como produtos de uma geração fraca se tornaram confiáveis? Ou agora eles entendem que existe uma organização em campo? O time funciona.

O Paraguai, vítima da vez, fez um primeiro tempo de muita doação e inteligência. O Brasil não conseguia entrar na área para finalizar e ainda chegou a correr riscos no contra-ataque.

Coutinho, em uma bela jogada pela direita, recebeu de Paulinho e fez o primeiro aos 34.

O segundo tempo foi de ataque contra defesa. O Paraguai não conseguiu finalizar e sofreu para conter o volume de jogo do Brasil.

Neymar e Marcelo ampliaram.

A vitória e classificação devem nos obrigar a pensar: é mesmo preciso jogar mal para justificar resultados? É mesmo necessário abrir mão do talento em função de um jogo rígido e distante de ser bonito? Será que não é possível ser competitivo sem a bola e abusado com ela?

Que a seleção influencie nossos times aqui do Brasil. Que eles optem pelo passado com a bola e pela organização sem ela. É possível.

As lições estão sendo dadas resta saber se nossos professores estão dispostos a aprender.



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