Palmeiras vence e ganha moral para a Libertadores



É sempre importante não perder de vista que os campeonatos estaduais servem muito pouco como parâmetro para outras competições mais importantes, mas Eduardo Baptista e Rogério Ceni precisavam de um clássico como o que foi disputado na casa do Palmeiras.

Eduardo Baptista ganha a confiança para tocar o seu trabalho e ganha mais opções confiáveis de elenco. A vitória, em cima de um rival pesado, foi construída com a estratégia bem pensada.

O São Paulo, time que se destacava por sempre fazer gols, não conseguia achar o seu jogo e parava na boa marcação e bloqueio de meio. Com Thiago Santos como o protetor da zaga; Dudu e Michel Bastos mais abertos, Guerra e Tchê Tchê centralizados, o Palmeiras variava mais uma vez os esquemas e optava por um 4-1-4-1.

Thiago Santos merece um parágrafo. Que atuação teve o volante! Foram sete desarmes completos e mais três incompletos. Thiago errou apenas um passe em todo o jogo. Acho que chegou a hora de parar para pensar sobre Thiago ser ou não titular. Mesmo sendo Felipe Melo o concorrente, hoje quem merece mais é Thiago Santos.

Com Jucilei mais recuado e João Schmidt um pouco mais adiantado, era nítida a dificuldade na saída de bola do São Paulo e o Palmeiras tratou de apertar, colocar pressão. O primeiro gol, marcado por Dudu, saiu após mais uma das muitas roubadas de bola efetuadas no campo de ataque.

Preocupado com o desgaste da viagem e sabendo que tem Libertadores na próxima semana, Eduardo optou por um time diferente do que vinha atuando e deve ter avaliado que Fabiano, mais defensivo, pode ser útil. Thiago Santos é outro que tem atuado em muito bom nível.

O placar de 3 a 0 fez, pelo menos por um tempo, o torcedor olhar para o treinador com mais atenção e menos crítica.

Rogério também precisava tirar suas conclusões. Se Luiz Araújo tem sido o destaque pelos bons números de gols, assistências e desarmes, ficou também escancarado que o funcionamento do time sem Cueva cai bastante.

A opção por adiantar João Schmidt fez cair a qualidade na saída de bola e não deu tanta consistência assim ofensiva ou defensiva no meio campo. Sem Cueva = Sem criação. O São Paulo perdeu 47 vezes a posse de bola, seja por erro ou por desarme.

E Cueva não é eterno. A partida deu diversas demonstrações de que o peruano responde muito pelo número tão positivo de gols do São Paulo. Sem ele o time só chegava em lançamentos e jogadas de contra-ataque.

Os clássicos, mesmo jogados dentro dos estaduais, ajudam na avaliação dos elencos e hoje, Eduardo Baptista saiu do estádio com sinais interessantes e Rogério também teve a oportunidade de avaliar.

 

 

 



  • MALOQUEIRO

    Ganharam de nada

    • Yuri

      Tem PENTAELIMINADO no ELIMINATES STADIUM perdido aqui.

    • Márcia Nogueira Sep

      O inveja…

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