Atlético empata fora, mas poderia ter jogado mais



Sofrer um gol no primeiro minuto de jogo não é das coisas mais agradáveis para um início de Libertadores, mas foi assim com o Galo. E poderia ter sido pior.

O Godoy Cruz passou longe de ser uma máquina de jogar futebol, mas criou uma oportunidade muito clara e obrigou o sobrenatural (que antes entrava em cena apenas na final contra o Olimpia) a empurrar a bola chutada por Garro para fora.

O Atlético cedeu espaços, errou passes e se mostrava muito tenso no jogo. Danilo e Otero trocaram posicionamento e Fábio Santos sofreu com uma correria do time de Mendoza.

O intervalo fez bem ao Galo. Sem Danilo e com Cazares, o índice de passes certos aumentou e o time se mostrou bem mais participativo, mas ainda assim foi pobre o número de finalizações.

O gol de empate saiu após Elias ser derrubado na área e Fred bater o pênalti.

É bem verdade que o empate fora de casa não pode ser considerado um resultado ruim, mas também é bem verdade que o analista não precisa e nem deve apenas olhar o resultado do jogo. Falta muito ao Galo.

O time, que se mostrava mais compacto, parece ter sentido a ansiedade da estreia e cedeu espaços.

O time, que se caracterizava pelas triangulações, aproximações e passes curtos, pode ter sentido a falta de qualidade do gramado e exagerou nos 67 lançamentos.

O time, que tem diversos jogadores que já disputaram a Libertadores, teve quase 63% de posse de bola e apenas uma finalização certa – o gol.

O próximo jogo da Libertadores oferece muito ao Galo. Será só em abril e em casa, contra os bolivianos do Sport Boys. Roger tem tempo, cabeça, estrutura e elenco para fazer o desempenho evoluir.

A primeira impressão, que não precisa ser a que fica, é de que o time tem potencial e precisa evoluir.



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