Chape vence e ensina



É como uma cicatriz. A Chapecoense, por mais que mostre estar vivendo o que a vida oferece, sempre vai carregar a marca do dia 29 de novembro. Ver aquelas camisas em campo vai sempre trazer a lembrança de outros rostos.

Com toda a marca de um passado recente, a Chape entrou em campo para a estreia na Libertadores da América. Os jogos de Libertadores, para a maioria do clubes brasileiros, são carregados de mística e quase representam batalhas campais. Para a Chape não foi assim.

Jogar uma partida da competição mais importante do continente não precisa ser jogar uma tensa partida de futebol. E foi assim. Com boa técnica, velocidade, garra e muita entrega. A Chapecoense saiu da Venezuela com o mesmo brilho nos olhos de sempre e com o sorriso do ano passado.

A vitória significou muito para o grupo e para a sequência do time de Chapecó, mas pode ter ensinado muito mais.

O time sofrido foi ao jogo, fora de casa, para vencer. Não jogou para empatar ou para gastar o tempo.

O segundo tempo foi mais complicado, o que é perfeitamente normal, mas ainda assim o time chegou ao segundo gol e tentou envolver os donos da casa.

Foi bonito ver a primeira vitória, a estreia, a Chape de volta e a nova esperança de sonhos antigos se realizarem.

 



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