Está aberto o período de testes



Os estaduais ocupam quase meio ano do calendário dos times brasileiros. Ocupam muito tempo e oferecem um título que vale menos. Sem o cenário apontar muitas mudanças no calendário, o período inicial do ano deve servir para avaliações e ajustes.

É agora a hora de avaliar qual é o comportamento do meio campo gremista sem Walace. Renato, nos dois primeiros jogos, partiu com Jaílson-Maicon-Ramiro protegendo e saindo para o jogo e Luan, Douglas e Pedro Rocha. Na última partida, derrota para o Caxias, Jaílson saiu para Bolaños entrar.

É agora a hora certa de Mano Menezes girar quase todo o elenco para avaliar quem é quem. É óbvio que ele tem uma base bem definida na cabeça, mas um teórico reserva pode colocar dúvidas.

Fred e Pratto jogando juntos é uma das avaliações que Roger Machado fez e deve continuar fazendo no Mineiro. Danilo foi bem pelo centro e os esquemas testados mostraram um time melhor distribuído em campo no segundo jogo.

Entendo também que Fábio Carille testa Felipe Bastos no meio corintiano. Camacho, titular na temporada anterior, tem bom passe e boa chegada, mas acerta em testar o atual treinador. O time ganha a bola longa e o chute de fora da área de Bastos, mas acho Camacho mais jogador.

Eduardo Baptista testa a variação de esquema. O 4-1-4-1 com Felipe Melo dando a saída e protegendo tende a crescer. Resta saber se Guerra vai entrar pelo centro ou pelos lados; se Moisés volta bem após a contusão e especialmente quem tem características parecidas com as de Tchê Tchê.

Abel Braga tem aproveitado para dar força a um meio campo, setor que sofreu no ano passado. Douglas participando bastante do jogo ofensivo; Orejuela firme na marcação e Sornoza oferecendo espaços para que Scarpa cresça.

O que não é possível aceitar é a falta de testes. O momento é propício para variar esquemas, criar situações diferentes de jogo e rodar jogadores. Os testes de hoje apontarão caminhos para a temporada, mas os testes podem mostrar fraquezas e trazer derrotas. As derrotas vão testar a paciência da torcida, que vai testar as convicções das direções. Aí é que mora o perigo…



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