O atleticano dorme classificado e preocupado



Tenho visto e ouvido desde o início do trabalho do técnico Marcelo Oliveira que o Galo é o time do chutão e do talento individual na hora de definir ofensivamente.

Observei o primeiro tempo do jogo válido pela Copa do Brasil querendo contabilizar o número de bolas rifadas desde o campo de defesa e, para a minha surpresa, o Galo deu apenas 4 chutões para o campo de ataque.

Era nítido que o time tinha dificuldades na saída de bola, mas ainda assim tentava sair com a bola pelo chão. O Inter atacava mais e finalizava mais. Foram nove finalizações dos visitantes e seis dos donos da casa.

Se observarmos que o responsável por virar o placar é o Inter, até entenderia como aceitável, mas… Vale sempre lembrar que o Galo tem um elenco muito bom e que o Inter foi com vários reservas. Não foi aceitável o primeiro tempo do Atlético e foi bastante competitivo o Colorado.

O primeiro gol do Inter mostrou três jogadores de ataque contra três de defesa. Em casa e com vantagem? Como assim?

O empate saiu em erro do meio Colorado e no talento de Pratto e Robinho. Quando tudo indicava um fim de primeiro tempo em igualdade, o Atlético, novamente, com a bola nos pés e sendo pressionado acabou não conseguindo sair jogando e entregou.

O segundo tempo começou bom para o Inter. Valdívia bateu duas faltas com relativo perigo e o Galo não conseguia se impor em campo. Cazares foi chamado para o lugar de Luan. O equatoriano começou bem aberto pela esquerda. Robinho pelo centro e Otero foi para a direita. Os volantes passaram a tentar a aproximação e Leandro Donizete achou Robinho e dele para Lucas Pratto empatar.

O gol do argentino serviu como estímulo e o Atlético passou a jogar ainda mais no campo de ataque. O Inter tinha dificuldade para achar os contra-ataques.

Celso Roth fez Sasha entrar pela esquerda. Aylon, autor do primeiro gol do jogo, continuava entre os zagueiros. No entanto, o jogo continuava longe dele. Ariel e Andrigo entraram. Aylon e Anderson, que se destacava, saíram. O jogo passaria menos pelo meio e o Galo poderia passar mais sufoco com as bolas levantadas para a área.

Atlético e Internacional chegaram ainda algumas vezes, mas o jogo já havia se tornado muito mais físico e tenso e muito menos técnico e tático. Alguém pode até afirmar que jogos decisivos são sempre assim, mas precisa mesmo ser? O país do 7 a 1 deveria ter se preocupado mais em aprender lições de jogo coletivo.

O jogo terminou com o empate em 2 a 2. O Inter volta todas os seus esforços para o Brasileiro e vê o seu rival fazer a final contra o Atlético.

 

 

 

 



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