Grêmio de Renato evoluiu defensivamente



Confesso ter achado estranha a opção por Roger Machado para substituir Felipão no Grêmio. Vale lembrar que a fase não era das melhores e especialmente a tarefa parecia ser grande demais para alguém que praticamente iniciava na profissão.

Roger, que havia treinado o Novo Hamburgo e tentado tocar um trabalho no Juventude, sabia que o desafio seria imenso, mas não fugiu da raia.

O tempo fez com que o trabalho realizado durante a semana fosse visto em campo. O Grêmio não chegou aos títulos, mas o time chamava a atenção. Entretanto, o bom trabalho chegou ao fim após mais um insucesso no Brasileiro. Roger entendeu que ali estava o limite e entregou o cargo.

O telefone dele tocou. Várias vezes. Tocou e ele preferiu não aceitar qualquer outro convite no fim do ano. Minha surpresa foi grande quando vi que Renato era o nome mais forte para o cargo que um dia foi de Roger.

Renato, ídolo eterno do Grêmio, teve o antigo treinador como auxiliar um dia e assumiu o desafio. A minha cabeça via Roger como um treinador detalhista, zeloso com as variações táticas, inconformado com o erro mínimo. Renato, na minha visão, era um tanto diferente. Claro que ele sabe bastante sobre as movimentações táticas em campo, mas via o discurso impactante de vestiário como a principal característica de Renato.

Já foram seis jogos no Brasileiro e o Grêmio de Renato perdeu apenas uma vez. O time que mostrava insegurança e repetidas falhas defensivas já se mostra bem mais confiável. Sofrendo menos gols e crescendo em número de desarmes, o Grêmio de Renato Portaluppi  se aproximou novamente da disputa de uma das vagas para a Libertadores via Brasileiro e eliminou o atual melhor time do país da Copa do Brasil.



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