Possíveis mudanças na Libertadores e suas implicações



Confesso que fiquei bastante admirado quando li que a Conmebol estava se reunindo com dirigentes visando planejar mudanças para a próxima edição da Libertadores. Mais admirado ainda fiquei quando vi que uma das propostas era a ampliação do calendário para fevereiro a novembro. Nove meses de disputa! Estão os clubes preparados para a mudança? O que ela pode envolver?

Um dos grandes motivos para a minha admiração se deu porque a Libertadores tem convivido com interrupções que muitas vezes mudam a cara do torneio e dos times. Vale lembrar que o San Lorenzo, campeão em 2014, perdeu Ángel Correa para o Atlético de Madri antes mesmo da disputa da final. O atual campeão, Atlético Nacional, também não suportou a pressão do mercado e foi obrigado a se desfazer de alguns jogadores. Será mesmo que nossos clubes vão se programar para não perderem jogadores durante a competição? Será que corremos o risco de ver times bons sendo desmantelados bem antes das fases finais e decisivas da Libertadores? A janela de transferências internacionais vai continuar fazendo estragos. Sem falar, claro, que o time campeão em novembro já vai ter que arrumar as malas para o Japão em dezembro. Se for um clube brasileiro, isso é bom. Ele não ter tempo para abrir mão do Brasileiro muito antes da hora.

Um clube que já sabe que vai estar na próxima edição vai ter que mudar seu planejamento pensando em minimizar os erros. Se hoje o elenco tem X jogadores, é provável que no próximo ano o elenco tenha alguns nomes de peso a mais. Já vai ser possível calcular a saída e a reposição de jogadores. Vai ser necessário pensar com zelo em não perder jogadores que dão a cara aos times.

A ideia de uma competição maior tende a ser boa para os clubes. Se as rendas da Libertadores já são boas para clubes que jogam quatro vezes em casa, imagine se forem oito ou mais como mandante. Se tem um lado bom em jogar por mais tempo, é óbvio que existe também a chance de comprometer tecnicamente com a inclusão de mais times fracos. É bem possível que times como Melgar, Cobresal, River Plate-Uru e Trujillanos sejam figurinhas fáceis daqui para frente.

Um ponto que muito me incomoda é a possibilidade de final em campo neutro. Sim, eu sei que na Europa é assim. Sei também que as facilidades de transporte por lá são enormes e que aqui as coisas são muito diferentes. É difícil imaginar que as torcidas de times brasileiros irão lotar qualquer estádio na Argentina, Paraguai ou Uruguai – países mais próximos. O que dizer então se a final entre Atlético Nacional e Independiente Del Valle fosse disputada, por exemplo, em Porto Alegre?

Muita água ainda vai rolar, mas as movimentações iniciais já obrigam nossos dirigentes a colocarem a cabeça para funcionar.

 

 



  • Romario

    Companheiro, olhe para o futuro, espere o novo antes de ser pessimista. Vai melhorar a qualidade da competição, as idéias são boas, chega de retrocesso no futebol da América Latina. Nosso futebol está obsoleto há anos. Esse tipo de texto que você escreve não ajuda em nada. Abra a sua mente.

MaisRecentes

Palmeiras vence e Willian deixa claro que merece ser titular



Continue Lendo

São Paulo faz seus três primeiros pontos na fria noite do Morumbi



Continue Lendo

Os bons sinais do novo Galo



Continue Lendo