Chega de omissão



Passo longe da ideia de discutir o papel dos torcedores e ou de torcidas organizadas, mas é impossível aceitar o que foi visto no Centro de Treinamentos do São Paulo.

Vi, revi e não consegui tirar os olhos das imagens da invasão. É óbvio que aquilo ali é inaceitável, mas não é de uma hora para a outra que o invasor se vê no direito de invadir.

O prejuízo institucional é gigante. A imagem do clube dentro e fora do Brasil fica arranhada. Os jogadores agredidos, após uma conversa mais brava, vão passar a jogar cheios de confiança ou estão muito mais tensos? E qual jogador, depois de ver o que houve, vai passar a querer defender o São Paulo? Ricardo Gomes, treinador poupado das críticas, vai reunir forças para acalmar o elenco e juntar os caquinhos emocionais dos jogadores pressionados?

A direção tem responsabilidade, mas a anterior também tinha e a outra e a outra. Quem tem que fazer pressão e cobrar é a direção, que tem se mostrado perdida.

Se a direção errou e muito antes, agora chegou a hora de reparar os danos. Quem convocou a torcida? Quem deu a ideia de invasão? Quem deu as dicas? Algum grupo político esteve por trás? A omissão tem que acabar, mas as invasões não se justificam.

Agora é a hora de os jogadores de futebol de todo o Brasil se unirem e exigirem respeito e distanciamento de quem oferece perigo. Chegou a hora. Passou da hora.



  • Nem deveria ter “chegado a hora”!!! Coisa lastimável. Que não se repita e nem deem motivo para tal! Mas está difícil reparar os danos herdados.

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