São Paulo e as ironias do destino



O torcedor do São Paulo não deve estar nada feliz com as ironias do destino. Sim, o São Paulo já perdeu Osorio para a seleção mexicana no ano passado e agora é Edgardo Bauza que corre o risco de ser o técnico da seleção argentina.

Patón tem feito um ótimo trabalho no São Paulo. Alguém pode até questionar, mas vale lembrar que depois de muito tempo é possível ver um esboço de time e muita organização em campo. Bauza, diferente de muitos outros professores, não vai achar uma solução tática inimaginável para ganhar um jogo. Entretanto, a organização que ele oferece ao time pode ser apontada como uma grande virtude que fez o time ser o melhor brasileiro na Libertadores.

Se Bauza sair, saem as ideias dele. Sai junto a seriedade que ele passou ao elenco de jogadores. A direção, que já fez diversas apostas, corre o risco de apostar novamente e acabar errando. Na minha visão, se  Bauza sair, o São Paulo não poderá se permitir errar e deverá trazer um nome forte e consagrado.

O momento é claramente de reconstrução e Bauza seria um ótimo nome para tocar a obra. É o primeiro ano sem Rogério Ceni e agora sem Calleri, Ganso e Kardec. Saiu um esqueleto de time. Saiu boa parte de quem conseguiu erguer e reerguer os pilares da equipe.

Uma olhada para o time titular e sobram nomes como Rodrigo Caio, Hudson, Thiago Mendes e Michel Bastos para continuarem o caminho. Será que estão prontos e que conseguirão? Se a conclusão for tirada a partir do que Michel Bastos (não) fez diante do Corinthians, ele sai da lista.

A busca para uma nova identidade sem os jogadores que saíram deveria passar por Edgardo Bauza. Tudo será mais difícil sem ele. Os próximos dias mostrarão se o destino resolveu ser camarada ou se vem mais uma ironia por aí.

 



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