Outra final de Libertadores sem brasileiros. Hora de repensar?



Um clube brasileiro não disputa uma final de Libertadores desde 2013. Talvez você queira argumentar que não tem tanto tempo assim. O problema é que se olharmos o orçamento dos brasileiros, veremos que nosso calvário do 7 a 1 continua.

Sim, o São Paulo reclama da arbitragem e todos os outros times têm motivos para esbravejarem. Entretanto, é uma tentativa de sabotagem querer jogar tudo na conta de quem apita.

Também acho que Maicon não agrediu no primeiro jogo, mas deu motivo ao árbitro. Vale lembrar: o São Paulo tinha uma falta por bater e Maicon, se tivesse ficado quieto, poderia fazer o árbitro dar o cartão amarelo para Borja. Mas não.

O futebol brasileiro costuma valorizar quem empurra, quem intimida. Chamam de machão ou de zagueiro xerifão, mas ser xerife não fez bem ao zagueiro Maicon. Maicon é muito bom zagueiro, mas a necessidade de se impor custou muito caro ao São Paulo. Se ele apenas tivesse feito a função básica dele…

E é claro que não é só o Maicon. Canso de ver o bom lateral Fagner chegar um pouco mais junto do que deveria. São muitos os exemplos. São xerifes, generais, bravos, machões que acabam ajudando a intimidar adversários, mas exageram na dose e complicam seus times e torcidas. Um chefão ganha jogos incríveis e complicam campeonatos com algumas atitudes impensadas.

 

É certo que a eliminação do São Paulo será vista como uma perseguição da Conmebol aos brasileiros, mas não custava nada pensar mais em jogar bola e menos em atemorizar. Lugano, por exemplo, poderia ter se atirado na bola do primeiro gol de Borja em Medellín.  E o que falar das nove finalizações dos colombianos no segundo tempo? Mesmo tempo que o São Paulo não conseguiu bater em gol.

A arbitragem foi trapalhona, mas a mania de intimidar precisa ser repensada.

A arbitragem foi trapalhona, mas a mania de intimidar precisa ser repensada.

O Atlético Nacional conseguiu mesclar a verticalidade de Osorio com o passe – escola colombiana – de Reinaldo Rueda. É um time que pensa no gol o tempo todo e passa a bola com o objetivo de envolver o adversário.

Em relação ao trio de arbitragem no jogo da eliminação do São Paulo, não resta dúvida de que o trio foi trapalhão. Que bagunça na hora das expulsões! Que trapalhada! Entretanto, preciso refletir que o São Paulo se colocou em posição desconfortável quando perdeu o primeiro jogo – o jogo da expulsão de Maicon.

E faço ainda questão de deixar bem claro: o São Paulo saiu para um time ótimo, que foi o melhor da fase de classificação e que continuou rendendo muito bem nas outras fases.



  • RCTRICOLOR

    Mario Marra,você deve esta de brincadeira, dizer que o São Paulo não foi prejudicado, expulsar o Marcos o Arbitro cometeu três erros, não punir o jogador ao interferi a cobrança de meta, segundo mostra cartão sem a certeza de agressão por ultimo ouve provocação de ambas as partes, não seria para expulsão, no ultimo eu mandava para o vestiários os dois..

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