Um mercado praticamente adormecido e com contagem regressiva para o fim



A Copa do Mundo certamente influenciou a que a janela de transferências na Europa ficasse praticamente inutilizada até o meio de julho. Grande parte dos bons jogadores estava envolvida na disputa do mundial e as negociações deveriam esperar o fim do torneio para terem andamento. Acontece que tirando França, Croácia, Bélgica e Inglaterra, a Copa já terminou para os demais jogadores há três semanas e o mercado segue um ritmo muito lento.

Até aqui o grande agente é o Liverpool que gastou 182 milhões de euros para contratar quatro jogadores (Alisson, Fabinho, Keita e Shaqiri). O Arsenal contratou mais, mas gastando menos: 79 milhões por Leno, Torreira, Sokratis, Guendouzi e Lichsteiner. O Atlético de Madrid também fez cinco novas incorporações, tirando 98 milhões de euros da carteira para ter Lemar, Gerson Martins, Adan, Castro e Rodri. A Roma tem treze novas contratações. Desde apostas como Justin Kluviert, passando pelo experiente Pastore, aos nomes que talvez só Monchi conheça como Coric e Bianda. O total investido é de 110 milhões.

Os grandes tubarões, no entanto, parecem sem fome, ou esperando o momento certo para jogar suas fichas. O Real Madrid perdeu Cristiano Ronaldo e incorporou Vinicius Jr. (que já é uma transferência de outra janela, não afetando o orçamento da atual) e o lateral direito Odriozola por 30 milhões de euros. O Real já vem gastando pouco nas últimas janelas, aproveitando a boa base que tem e apostando em jovens como Asensio, Ceballos, Kovacic, Theo Hernandez e o próprio Odriozola. Fala-se que chegou a esta janela com 300 milhões para gastar, vendeu Cristiano e segue silencioso.

O PSG, que fabrica o próprio dinheiro via patrocínios do Qatar, contratou apenas Buffon, a custo zero, e vai pagar nesta temporada por Mbappé, um drible no Fair Play Financeiro. O Manchester City, que gastou mais de 500 milhões nas duas janelas anteriores, parece contente com seu elenco e incorporou apenas Mahrez por 68 milhões. O vizinho Man. United também contratou pouco, mas não por estar satisfeito. Mourinho reclamou recentemente do poder do clube, dizendo que City e Liverpool estão à frente. Somente Fred e Dalot chegaram e custaram 77 milhões de euros. O Bayern de Munique pegou Goretzka de graça do Schalke e apostou no lateral canadense Alphonso Davies. Nada mais.

O Barcelona contratou três jogadores: Arthur, Malcom e Lenglet e gastou 110 milhões. A maior dificuldade do clube é para vender. Marlon, Mina, Digne, André Gomes, Rafinha e Aleix Vidal esperam propostas que ainda não vieram.

A grande incógnita do mercado é o Chelsea.  Está de novo fora da Liga dos Campeões, o que faz muitos jogadores quererem deixar o clube. Não faz grandes investimentos e por enquanto segura suas estrelas. O Barcelona queria Willian, Kanté é peça interessante para qualquer clube, Hazard e Courtois são alvos do Real Madrid, Morata e Giroud podem ser boas fontes de renda. Até aqui…. nada feito.

Já estamos no fim de julho e desta vez o prazo é mais curto. A janela inglesa fecha dia 13/8 e a italiana dia 18/8. As demais apenas no dia 31 do próximo mês. Ou seja, se algum inglês vender, irá ao mercado para repor. O mesmo vale aos italianos. Será difícil para o Chelsea, por exemplo, perder Hazard, Cortouis e Morata após o dia 10 de agosto e ter que esperar meia temporada para reforçar o time. Ou o United se movimenta nas duas próximas semanas ou terá praticamente o mesmo time que terminou a léguas de distância do City e caiu para o Sevilla na Liga dos Campeões.

Ou a coisa esquenta agora ou não esquenta mais.

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