Barcelona, homens, mulheres, e o problema de classes



O Barcelona foi mal, muito mal, em sua viagem para os Estados Unidos. Começou realmente bem organizando a excursão para o time masculino e também o feminino, pela primeira vez. Vem fazendo muito bem tentando aumentar o nível do seu time de mulheres. Recentemente profissionalizou a categoria, possibilitando que elas usem as mesmas instalações e equipamentos que eles. Faz campanhas publicitárias com as jogadoras e na temporada passada chegou à semifinal da Liga dos Campeões (algo então inédito para o clube) – e foi mais longe que as estrelas do masculino.

No entanto, pegou muito mal que a viagem para os Estados Unidos tenha se dividido entre “rapazes na classe executiva e moças na turista”. A justificativa do clube é que primeiro se havia organizado a excursão apenas para o time masculino e, posteriormente, fechado também a do feminino, ocupando assim as vagas restantes no avião. Problema que seria facilmente resolvido com uma troca de assentos antes da decolagem.

Na viagem de Portland para Los Angeles as coisas já mudaram. As mulheres foram confortavelmente instaladas na primeira classe, assim como os homens.

Em um mundo com tão pouca empatia parece que a mera distribuição de assentos, com vantagem para os homens soe como o não-argumentativo e pobre de inteligência “mimimi”. Não é. É uma mostra que ainda existe um longo caminho a ser percorrido para que profissionais homens e mulheres tenham o mesmo espaço, a mesma valorização e os mesmos direitos.

O Barcelona não fez de propósito. Como exposto aqui, o clube tem feito esforços para que seu time feminino seja também grande e vencedor e que as jogadoras sejam reconhecidas e sejam ídolos de sua torcida. Um ato falho. Como tantos que ainda cometemos em nossa sociedade. Menos mal que o clube tenha corrigido, acertado o rumo e apertado os cintos. Na primeira classe.

Mariona y Mapi, cómodas en el trayecto de dos horas entre Portland y...



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