Um legado de muitos números e títulos, mas poucas lágrimas



Cristiano Ronaldo sai do Real Madrid após nove anos no clube. Escrever e analisar seu adeus é muito diferente do que seria falar sobre Gerrard no Liverpool, Iniesta no Barcelona ou Raul Gonzalez, no próprio Real Madrid.

Cristiano é uma máquina e fez do Real Madrid a mesma coisa. Melhorou todos os números do clube e quebrou os recordes que os outros construíram com a camisa mais vencedora do mundo. Chegou quando a equipe não passava das oitavas-de-final da Liga dos Campeões e sai com quatro dos últimos cinco títulos.

Nunca foi uma relação de amor, mas um relacionamento de bom entendimento. Todos ganhavam. Cristiano ajudou o Real Madrid e vice-versa. Não era o clube do seu coração, não era o jogador que emocionava a torcida. Era o cara que resolvia e dava mais títulos e status. E não se pode dizer que era uma má troca. Raúl ganhou muito menos e é mais querido no Santiago Bernabéu. Ronaldo foi vaiado muitas vezes e, ao sair, o torcedor faz contas de milhões e pensa no sucessor – não no vazio que deixará em seus corações.

O Real Madrid sempre será grato a Ronaldo e o contrário também deve ser verdadeiro. Foram melhores juntos. Quebraram o que poderia ser a Era de Ouro do Barcelona e ainda fizeram o Madrid ganhar como nos anos 60, há mais de meio século, em termos europeus.

Não deve haver muito sentimentalismo na saída. Não havia antes. Obcecados pela vitória nunca houve espaço para mais do que isso dos dois lados. Cristiano ganhou tudo e tem números que ninguém tem com a camisa do Real Madrid e sua falta será sentida por isso. Talvez “só” por isso.

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