Quatro Copas como jogador e um trabalho como técnico, Hierro assume a Espanha no meio do temporal



Fernando Hierro foi a saída que a Federação Espanhola encontrou para tapar o buraco deixado com a demissão de Julen Lopetegui. Não havia muito tempo para agir e a intenção era “mexer o mínimo possível” como disse o presidente Luís Rubiales. Hierro já estava na Federação, como diretor, e tinha contato próximo com Lopetegui. A ideia é que não haja uma grande ruptura de estilo, pensamento ou rumo dentro de campo.

Hierro tem história na Seleção e também no Real Madrid. Foi capitão de ambas e esteve em quatro Copas do Mundo como jogador. Não lhe falta experiência em como funciona um grupo de jogadores ou um vestiário em Copa. Também foi auxiliar de Carlo Ancelotti no Real Madrid entre 2014 e 2015, trabalhando com vários dos atletas que irá comandar já nas próximas horas.

Falta, no entanto, experiência como treinador. Hierro esteve um ano afrente do Oviedo, na segunda divisão, e terminando em oitavo lugar. Apenas isso. Durante a Copa do Mundo muitas mudanças de curso são necessárias e existe pouco tempo para tomar decisões e agir.

A Espanha tem ao menos três situações iniciais para definir: 1-  Koke ou Thiago no meio? 2- Rodrigo, Aspas ou Diego Costa na frente? 3- Quantos minutos jogará Iniesta?

Em 2010, por exemplo, uma mudança fundamental para a Espanha ser campeã foi abrir mão de Fernando Torres para escalar Pedro no ataque. Jesus Navas e Fabregas também perderam espaço. Vicente Del Bosque, experiente, conseguiu administrar bem as entradas e saídas para chegar à final.

Julen Lopetegui deixou um bom caminho de 16 vitórias e 4 empates nos 20 jogos que dirigiu da Espanha em dois anos. A ideia é manter o que está, mas saber mudar os detalhes que forem precisos. Pode parecer fácil, mas não é.

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