Primeiro a segurança, depois a pré-temporada, depois a Palestina. As prioridades da Argentina para cancelar o amistoso



A AFA, Associação de Futebol da Argentina, deve confirmar na manhã desta quarta-feira o cancelamento do jogo contra Israel, marcado para o próximo sábado, em Jerusalém. Nos últimos dias protestos palestinos com camisas argentinas tingidas de vermelhos, como se estivessem ensanguentadas, e promessas de queimar camisas e cartazes com o nome de Messi, assustaram os principais jogadores da albiceleste.

Este foi o principal motivo para o cancelamento do jogo: o medo dos jogadores. O motivo secundário é o fato da delegação ter que fazer mais uma viagem antes de chegar à Rússia, perdendo três ou quatro dias de treinamento e com um amistoso irrelevante futebolisticamente. Atletas e comissão técnica preferem treinar a jogar contra um time que não será um teste efetivo.

Ou seja, existem duas motivações próprias antes de pensar na causa palestina e no massacre promovido na Faixa de Gaza pelo Estado de Israel.

Ninguém quer disputar um amistoso onde não se sinta seguro. E ninguém quer jogar por conta de um contrato de 2 milhões de dólares (assinado e já recebido pela AFA), mas que não vai para os seus bolsos.

No fim das contas, os protestos palestinos vieram muito bem a calhar para os planos de jogadores e comissão técnica da Argentina. Em Barcelona não mais do que 15 pessoas protestaram com apitos e algumas camisetas manchadas de vermelho. Ao menos pelo o ocorrido durante o treino é algo longe de ser assustador, intimidador ou fazer uma delegação inteira deixar de viajar.

Cada um sabe do que tem medo, de onde não se sente confortável ou onde quer ou não jogar. Todas as justificativas são justas. No entanto me parece que a última de todas as razões seja apoiar a causa palestina. O cancelamento do amistoso não se trata de um posicionamento forte e valente feito por jogadores engajados politicamente em uma causa. Vejo os argentinos prudentes em relação à sua segurança e inteligentes futebolisticamente. Não os vejo tão politizados e nobres com a Palestina, como alguns estão pintando.

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