O dia que Guardiola precisa ser Klopp



A ótima temporada do Manchester City vive seu momento de baixa. É normal que todos os times percam um pouco da concentração, da precisão na hora de finalizar, passar ou desarmar e que o caminho das vitórias seja reencontrado na sequência. Todos bons jogadores e boas equipes passaram por isso. O problema é que a queda veio no momento decisivo. Dez minutos ruins na Liga dos Campeões podem custar uma temporada e 15 minutos ruins no final de semana deixaram o gosto amargo da perda do clássico local.

O City nem foi tão mal contra o Liverpool. O Liverpool é que foi bem demais. Teve intensidade e precisão no primeiro tempo para continuar golpeando cada vez que o time azul tentava levantar. Ainda assim a falta de pontaria do time de Manchester ajudou que o resultado final mostrasse um massacre.

Hoje o time de Guardiola terá que ser mais parecido com os times de Jurgen Klopp do que nunca. É impossível de uma hora para outra mudar a forma de uma equipe atuar ou entender o jogo. No entanto será necessário um ponto extra de intensidade, agressividade e até irresponsabilidade para atacar. Tocar e tocar para envolver e achar os espaços pode não ser o bastante.

Dificilmente três gols serão o bastante para forçar ao menos prorrogação e pênaltis. Exposto e contra um time que sabe usar as costas da defesa, o City deverá sofrer algum gol. Por isso devem entrar em campo pensando em marcar ao menos cinco vezes.

Reencontrar-se depois de duas derrotas duras e sem ter muito tempo para assimilar é outro grande desafio, mas não há alternativa. Ou marca um gol atrás do outro, ou vê os Reds na semifinal.



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