“Em mar bom todo mundo é marinheiro”. Os resultados escondiam os problemas do Barça



No Brasil dizemos que “mar calmo não faz bom marinheiro”. Na Espanha o ditado é um pouco diferente e eu penso que faz mais sentido: “em mar bom todo mundo é marinheiro”.  E assim acontece no futebol. Quando um time está ganhando tudo tende a parecer bom. Uma série de vitórias pode ofuscar uma série de mau jogos. Um placar elástico maquia momentos ruins durante o jogo.

E assim foi a temporada do Barcelona. Jogos sem brilho, mas com vitórias pragmáticas. Placares elásticos em dias inspirados de Messi, Suárez e companhia. O 3-0 contra o Real Madrid foi aplicado após um primeiro tempo muito ruim, em que o jogo poderia ter sido decidido. Assim como o empate contra o Chelsea no Stamford Bridge ou a vitória sobre os ingleses na volta. A goleada sobre a Roma não refletia o que era o jogo e o time empatou com Getafe, sofreu contra Alavés e Leagnés.

Não é que tudo seja ruim, que o time que está na final da Copa do Rei e lidera o espanhol com 11 pontos à frente do segundo não preste. É que maus jogos e bons resultados faziam este Barcelona parecer melhor do que ele é. As vitórias eram esquisitas e as sensações que elas deixavam também.

Ser eliminado pela Roma é uma grandíssima surpresa apesar disso tudo. Pelo resultado da ida e não pelo o que foi o jogo. A vantagem era grande demais e era improvável uma queda tão grande. De repente todos os defeitos apareceram juntos em uma única noite e não separados como acontecia a cada semana.

O mar era muito bom e de repente naufragou. A Roma não deu tempo para o Barcelona nem entender o que acontecia e tentar tirar á água que entrava antes de afundar.



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