Está tudo muito estranho… o Barcelona “assim-assim” que vai avançando



Dois gols contra. Um rebote e um bate e rebate. Os quatro gols do Barcelona contra a Roma foram “assim-assim”. Não é um termo técnico, bonito ou rebuscado, mas o “assim-assim” acaba sendo uma definição do Barça em muitos momentos da temporada. Não brilha, não é irresistível, não causa comoção e até é pior que o adversário algumas vezes. O resultado, no entanto, continua sendo o de goleadas e uma sequência impressionante de 1 derrota nos últimos 46 jogos.

Contra o Chelsea, por exemplo, os ingleses criaram as melhores chances e dominaram várias fases do jogo. Bastou Messi fazer uma partida espetacular, no entanto, para matar o mata-mata. Diante da Roma, Messi foi bem, mas não foi decisivo. Os italianos tiveram suas chances e o 4×1 é mais amplo do que o que foi demonstrado em campo.

Após a partida, os discursos de todos iam nesta linha. O placar foi mentiroso. Ernesto Valverde definiu bem, quando questionado sobre o possível Triplete que o Barça briga: “Não penso nisso porque estou vendo o quanto nos custa para ganhar os jogos”.

Valverde deu ao time uma consistência e uma consciência defensiva. Diante da Roma entraram Paulinho, André Gomes e por último Denis Suarez. Dembelé nem se aqueceu, em um jogo com o adversário aberto e oferecendo o contragolpe. A ideia é não sofrer gols como sofria porque a qualidade ofensiva irá aparecer e, como o time normalmente tem muito a bola, uma hora o espaço aparecerá.

Messi tem 36 gols, Suárez 26 e o terceiro artilheiro da equipe é Paulinho com 8. Ótimos números dos atacantes como sempre. Pouquíssima participação dos demais, como há muito não se via. Na Liga dos Campeões os números são bizarros. Seis gols de Messi, cinco gols contra e depois seis jogadores com um (Suárez, Alcácer, Piqué, Dembelé, Digne, Rakitic).

Assim-assim, o Barcelona caminha para a semifinal da Liga dos Campeões, o que não acontecia há duas temporadas. Mas parece não ser o bastante. Nem assim e nem assim.



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