Melhor da seleção espanhola e esquecido no Real Madrid: o complicado caso de Isco



Isco brilhou com a Espanha contra a Argentina fazendo três gols, já havia comandado o time contra a Itália e é o principal jogador da Roja desde que Julen Lopetegui assumiu a equipe em 2016. No Real Madrid viveu uma grande fase no primeiro semestre de 2017, era o melhor jogador quando o time estava em baixa no fim do ano e foi aos poucos perdendo espaço enquanto a equipe crescia de rendimento em 2018.

O caso de Isco mostra como o futebol é complexo e, sobretudo, coletivo e não individual. É normal um jogador não ter espaço no Real Madrid e ser estrela de sua seleção pelo simples fato de que o Real Madrid é melhor do que qualquer seleção do mundo. No entanto, o meia perde a concorrência para Lucas Vazquez ou Asensio, espanhóis e com protagonismo muito menor na seleção.

A forma do time jogar e a determinação de funções em campo causam esse fenômeno que não é tão incomum. Isco reclamou após a grande partida contra os argentinos de falta de confiança de Zidane.

Mascherano nunca quis jogar de zagueiro, mas com Busquets no Barcelona sabia que só ali teria espaço. Guardiola chegou a dizer em uma palestra em Buenos Aires como convenceu o capitão da Argentina a jogar em outra função: “Ou joga na zaga ou não joga”.

O atual técnico do Manchester City já disse que o mais difícil de fazer quando se está no comando desses grandes elencos é convencer um jogador com um status de estrela em seu país que ele vai jogar pouco e que vai tocar pouco na bola. Muitos não aceitam, querem mais protagonismo e é normal que saiam para brilhar em outro clube. Assim como é normal apontar os erros do técnico anterior que não o dava oportunidades.

Futebol é complexo, é todo um mecanismo que precisa funcionar para onze e não para um. Não falta qualidade em Isco para jogar pelo Real Madrid. Falta ao Real Madrid um esquema que Isco se enquadre. Sua revolta é compreensível, assim como a opção de Zidane.



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