Quinze minutos para a Juve, uma vida para o Tottenham



Futebol é técnica, tática, psicológico, físico. E no fim disso tudo está ser eficaz. E a Juventus foi como poucos contra o Tottenham. Dez minutos excelentes em Turim, cinco minutos em Londres. A Juventus dominou e decidiu em 15 dos 180 minutos de confronto. Mais letal impossível.

O Tottenham dominou em Turim. Em posse de bola e em ocasiões. Terminou com um empate doce para quem saiu perdendo por 2 a 0 e teve um pênalti desperdiçado contra, jogando fora de casa. Em Londres panorama parecido. O Tottenham foi melhor no primeiro tempo, o 1 a 0 ficou barato. Era também melhor na etapa final. Domínio, controle, volume. Os ingleses tinham tudo, só faltava o xeque-mate, o nocaute, matar o duelo. A Juve sofreu, sofreu e resistiu viva. Parecia alguém que sabe nadar e depois de um naufrágio consegue se manter fora da água, mas as forças parecem acabar.

Até que Allegri mudou o jogo avançando Douglas Costa e Alex Sandro. Entre a Juve se estabilizar, dominar e virar o jogo, foram 5 minutos. Dez em Turim, cinco em Londres. Depois de virar, a Juventus controlou boa parte do segundo tempo, até a (quase) pressão insuportável do Tottenham nos últimos 10 minutos. Bola na trave, finalização perto, bola desviada que se perde por centímetros. Os ingleses empilharam chances e intensidade, mas foram incapazes de matar.

Não existe receita para vencer no futebol. Quanto melhor você joga, mais perto está da vitória. É uma grande ironia que o time com o melhor atacante do mundo tenha sentido falta de poder de decisão contra um adversário que a cada estocada era fatal. Kane, artilheiro do futebol mundial com 56 gols em 2017, não brilhou. Isso ficou a cargo de quem?

Gonzalo Higuain. Três gols e uma assistência nos quatro gols italianos nas oitavas. Em Wembley marcou na única bola que lhe chegou. Afastou dele os fantasmas de momentos decisivos em que falhou, inclusive na partida de ida.

Tottenham e Juventus foi uma metáfora do que é o futebol. Ganha-se jogando bem, ou sofrendo e aproveitando a chance que aparece. O vilão vira herói e vice-versa. Em 5 minutos se ganha e se perde. Quinze minutos de 180 são suficientes para separar sucesso de fracasso. Wembley é um dos templos desse esporte. Ainda que tenha sido jogado no chão e reconstruído. O estádio merecia o que italianos e ingleses proporcionaram.



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