Sem Neymar o PSG vai sentar e chorar ou jogar o que precisa?



“Não muda nada, embora mude tudo”. Assim definiu Zinedine Zidane a ausência de Neymar. Por mais que pareça estranho, faz total sentido. O PSG continua forte, com capacidade para marcar o número de gols que o faça avançar. Com Mbappe na esquerda e Di Maria na direita o time tem poder de fogo e velocidade. Por outro lado, perde sua referência, a bola de segurança, o jogador com mais personalidade para chamar o jogo no momento difícil.

Existem questões táticas importantes. O Paris Saint Germain tem sua criação ofensiva baseada em Neymar desequilibrar o rival com velocidade e dribles. Não é um sistema baseado em tocar rápido ou pressionar bem coletivamente como o Manchester City, por exemplo. A ausência do seu principal jogador pode afastar o time alguns metros da área rival.

No entanto o maior golpe pode ser psicológico. Os franceses vão sentar e chorar a ausência ou fazer o que precisam?, como disse Dani Alves na prévia do confronto. Cada um vai jogar um pouco melhor para compensar a ausência do 10 ou vão sentir falta do líder do time em campo?

Do lado do Real Madrid dúvidas no meio-campo e ataque pela recuperação em cima da hora de Modric e Kroos. Na frente a BBC voltou à ação nas últimas semanas, mas pode deixar o time muito exposto pela ausência de trabalho defensivo do trio. A boa notícia é que Benzema vem jogando melhor que antes e pode ser considerado uma arma útil. Cristiano tem 14 gols nos últimos 8 jogos. O time voltou a funcionar e lhe municiar e o artilheiro responde cada vez que é chamado.

A vantagem do Real Madrid é tão boa quanto sua defesa é frágil. A desvantagem do PSG é tão grande quanto a ausência de Neymar. Assim como no Santiago Bernabéu, a chave está em ser decisivo quando tiver as chances. O Paris não foi em 80 minutos e o Real venceu em 10. Faltam 90.



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