Quatrocentos milhões depois, o PSG continua tendo dois jogos por ano



O PSG tem dois jogos por ano. A ida e a volta das oitavas-de-final da Liga dos Campeões. Um amigo disse essa frase no início da temporada. É exagerada porque em sua fase rica o Paris Saint-Germain caiu duas vezes nas oitavas e quatro vezes nas quartas-de-final do torneio. No entanto, o clube que mais faz barulho para ser grande continua sem conseguir dar um passo à frente.

É normal ser eliminado pelo Real Madrid, maior potência da Europa e atual bicampeão do continente. Assim como era normal cair para o Barcelona. Aliás, para o Barça foram três vezes nesses seis anos. Chelsea e Manchester City completam a lista de carrascos do fracasso francês.

Sim, um fracasso. Não é possível qualificar de outra forma o projeto dos parisienses até aqui. Ainda que as eliminações citadas sejam normais, conseguir avançar ao menos uma vez em um confronto grande também deveria ser normal. E o PSG simplesmente não consegue. Nem quando gasta 400 milhões de euros em dois jogadores como fez em agosto.

Futebol não é uma ciência exata e é feito de muitas conjunturas e detalhes. Depois de passar em primeiro lugar na fase de grupos era muito azar pegar o pior adversário possível nas oitavas. Também é difícil explicar que o PSG tenha jogado melhor e tido as principais chances no Santiago Bernabéu e tenha saído derrotado por 3 a 1. Depois o seu melhor jogador se machuca. Uma série de fatores que abreviaram a vida da equipe na competição.

No entanto, o Real Madrid também teria os seus “se” caso houvesse sido eliminado. A diferença é que o time espanhol precisa de menos para ganhar. Menos minutos bons, menos chances, menos pressão. A vitória no Parc dos Príncipes foi quase protocolar.

O PSG não mostrou personalidade, não demonstrou espírito vencedor ou toda a luta e entrega que prometeu. Foi controlado durante quase todo o jogo e quando Cristiano Ronaldo apareceu – e é claro que ele iria aparecer, como sempre – o confronto foi decidido.

Quatrocentos milhões de euros depois, sem perder nenhum jogador da última temporada, com uma equipe um ano mais experiente, mais Dani Alves e Mbappé por 180 minutos e Neymar por 90. Esse é o PSG que tem dois jogos por ano. Um tédio interminável contra adversários minúsculos no torneio nacional por 10 meses. E dois jogos por ano. De novo.



MaisRecentes

Modric ganha o prêmio que deveria ser de Salah e Cristiano perde duas vezes



Continue Lendo

Sinal amarelo para Barcelona, Tottenham, Liverpool, PSG e United na Champions



Continue Lendo

A importância da confiança e dos gols de Lucas Moura



Continue Lendo