Técnico ri e se surpreende com apelido “ótima geração belga” que usamos no Brasil



No evento de lançamento da Nations League (ou Liga das Nações) na Suíça, tive a oportunidade de conversar com alguns treinadores europeus de seleções. Um deles é Roberto Martinez, espanhol com carreira no futebol inglês, com passagens por Swansea, Wigan e Everton. Hoje é técnico da Bélgica e comandará a equipe cabeça-de-chave na Copa do Mundo.

Os belgas estão no grupo G ao lado de Inglaterra, Panamá e Tunísia. Uma chave acessível e que enfrentará os primeiros colocados do grupo H com Colômbia, Japão, Senegal e Polônia. Nada amedrontador. Na Copa passada, a primeira da chamada “ótima geração belga”, o time passou em primeiro lugar de sua chave, vencendo Rússia, Japão e Argélia sem brilho. Nas oitavas-de-final fez um grande jogo contra os EUA e passou na prorrogação, caindo nas quartas para a Argentina.

No novo ciclo a equipe mais uma vez foi bem. Queda nas quartas-de-final da Euro para Gales e depois nove vitórias e um empate nas eliminatórias para a Copa. O time atual tem jogadores experientes como Vertonghen (30), Vermaelen (32), Mertens (30) e Defour (29). Outros no que é considerado o auge físico, técnico e mental como Cortouis (25), Meunier (26), Carrasco (24), De Bruyne (26), Hazard (27) e Lukaku (24). Boa parte deles com experiência de ter atuado no Brasil e todos em grandes clubes europeus, acostumados à pressão e jogar finais.

Comentei com Martinez o apelido que a seleção recebe no Brasil, que os chamamos de “ótima geração belga” e o que esperar deste time. O treinador não conhecia o apelido, se surpreendeu e riu, respondendo sem dar uma meta de resultados. Não falou sobre chegar à semifinal para superar a última Copa ou algo do tipo.

“O que esperamos é ser um grupo. Poder aproveitar o que temos de bom no nosso futebol. Essa é uma geração, concordo totalmente, com muito talento, com jogadores em um ótimo momento em suas carreiras, representando clubes importantes na Europa e outros continentes. Queremos um grupo que possa ser competitivo”.

A Bélgica parece não se cobrar tanto assim. A pressão talvez seja mais externa do que interna. E a ótima geração é um termo que não existe no país.



MaisRecentes

Somados, Bale e Benzema nunca conseguiram os números de Cristiano Ronaldo pelo Real Madrid



Continue Lendo

O Real Madrid se transformou em um clube “ex-galáctico”?



Continue Lendo

Modric-Inter-Valverde: as chaves que aproximam Vidal do Barcelona



Continue Lendo