O Real Madrid é um desastre e Zidane admite que seu cargo depende do jogo contra o PSG



A derrota em casa para o Leganés e a eliminação nas quartas-de-final da Copa do Rei são um baque para o Real Madrid. A equipe já não vinha bm, está 19 pontos atrás do Barcelona na Liga e o objetivo que antes era de “ganhar todos os títulos da temporada” agora se resume a “se manter vivo contra o PSG”. Depois da eliminação a imprensa falou em pior ano da história do clube e Zidane admitiu que seu cargo depende do resultado contra os franceses no mata-mata que começa em três semanas.

O treinador francês estava visivelmente abatido na entrevista após a eliminação. Mesmo para quem não não o viu ele estava “visivelmente abatido”. As respostas todas eram em tom de que a culpa era dele, ele era o responsável pela situação, ele errou e ele precisa encontrar uma solução. Não colocou a culpa nos jogadores e disse que se os atletas correm errado, o treinador é quem os orientou mal.

O Real Madrid caiu para um clube de orçamento 15 vezes menor que o seu, em sua segunda temporada na primeira divisão (foi fundado há 90 anos), e que pela primeira vez chega a uma semifinal de um torneio disputado por clubes da elite.

O jogo foi uma sucessão de erros. A léguas de distância do Barcelona no campeonato nacional, Zidane segue escalando titulares na competição e poupou as principais peças em uma partida eliminatória. Navas, Carvajal, Marcelo, Casemiro, Kroos, Modric, Bale e Cristiano ficaram fora – destes, apenas Carvajal e Modric entraram no segundo tempo. Oito titulares fora, após ter atuado com força máxima diante do Deportivo há três dias. Como se não bastasse, Zidane ainda tirou Isco, o jogador mais lúcido do time, no 2º tempo para colocar Borja Mayoral.

A parcela de culpa do treinador é sim muito grande. Tecnicamente todos os jogadores (a exceção de Nacho, mero coadjuvante) estão jogando pior do que meses atrás. Coletivamente não há soluções para corrigir isso, Zidane segue apostando no mesmo que dava certo, mesmo quando dá errado. Quando mais precisou de seu treinador, o Real Madrid virou um desastre.

Faltam três semanas para enfrentar o PSG. Dentro de campo, olhando para um e para o outro não há dúvidas de que o time do Neymar seja o favorito, ainda que eventualmente jogue mal contra rivais um pouco mais fortes na França. Neste momento tão baixo, o Real Madrid só pode apostar na sua mística. Dizem que são precisos 15 minutos para que uma fase ruim acabe ou comece no Santiago Bernabéu. É nisso que Zidane deve se agarrar.



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