Valdés e a moda do “goleiro que sabe usar bem os pés”



Victor Valdés se aposentou essa semana. Titular do Barcelona por mais de uma década o goleiro formado em casa terminou uma maldição de maus arqueiros que o clube sofria há tempos. Além disso é considerado um revolucionário por ser um dos primeiros a participar do jogo com os pés, algo comum hoje em dia.

Valdés não tinha a mesma capacidade de Chilavert ou muito menos que Rogério Ceni, mas tinha calma e tranquilidade para trocar passes com zagueiros ou lançar a bola para os laterais. Hoje muitos clubes no Brasil, principalmente, contratam “goleiros que saibam jogar com os pés”, sem saber muito bem para que isso serve.

Goleiro tem que, em primeiro, segundo e terceiro lugar, ser bom com as mãos. Bom na saída em cruzamentos, em chutes de fora da área, no mano a mano. Depois vem o usar os pés. E no Brasil isso quase não faz diferença.

De nada adianta saber passar para os zagueiros se eles vão despachar a bola para o mais longe possível no primeiro sinal de um adversário pressioná-los.

Jogar com os pés é importantíssimo em times que queiram e saibam fazer isso. Valdés foi formado em um clube que precisava voltar a bola ao goleiro e que ao perde-la o time se sentia extremamente desconfortável.

Nem todos precisam ser Valdés. Para a maioria basta ser um bom goleiro.



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