Um 3 a 0 estranho



Um placar de 3 a 0, para um desavisado, parece um passeio, mas Real Madrid e Barcelona fizeram um jogo equilibrado na maior parte do tempo, com um apagão determinante. A temporada irregular do Real Madrid foi vista em campo. Um time capaz de jogar bem, mas não tão bem como antes, mas que vai jogando cada vez pior.

O Real foi melhor no primeiro tempo, mas esbarrou na trave, em Ter Stegen e em uma furada de Cristiano Ronaldo na marca do pênalti. Três chances claras e muito domínio. Não deixava o Barcelona tocar, Messi só fez uma boa jogada. Se as coisas seguissem como estavam, a vitória dos donos da casa parecia questão de tempo.

No entanto, o segundo tempo teve o Barcelona tranquilo e sem a pressão que sofria. E o apagão do Real foi mortal. Frouxo, lento, errando tudo. O primeiro gol parece um contra-ataque em câmera lenta. Rakitic vai avançando sem nenhum incômodo, sem ninguém para tentar bloquea-lo e a bola chega fácil para Suárez. Menos de 10 minutos depois um outro contra-ataque e o pênalti determinante.

Com 2 a 0 e um a mais, o Barcelona fez o que melhor faz essa temporada: foi pragmático. Tocou, esfriou, rodou a bola e até criou poucas chances depois que o Real Madrid ficou mais ofensivo e desguarnecido. Ter Stegen ainda teve que aparecer duas vezes antes do gol de Aleix Vidal que já podia ter saído com André Gomes.

O Barcelona não foi e não é brilhante. Já venceu no Santiago Bernabéu por 3 a 0 com Ronaldinho sendo aplaudido pela torcida adversária ou 4 a 0 com Iniesta reverenciado. O placar elástico mostra o que é o Real Madrid, o time que se desliga dos jogos, e mostra também o que é esse novo Barça. É mais confortável na defesa, não sofre por não ter a bola todo o tempo e espera que em algum momento Messi apareça para fazer a diferença na frente.

Um 3 a 0 pragmático, por mais estranho que pareça. Assim como é estranho o Real Madrid tão frágil e instável e assim como é estranho o Barcelona que se destaca por defender e jogar sem a bola.



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