Arthur, Barcelona, ética e as normas da FIFA



No final da semana passada uma foto do meia Arthur, do Grêmio, com a camisa do Barcelona rodou pela internet. Ele estava do lado do seu empresário, Kauê Machado, do representante do Barcelona no Brasil, André Cury, e de outros agentes como Assis. Arthur vestia a camisa do Barcelona. Em outra foto, o jogador posa com Robert Fernandez, secretário técnico do clube catalão.

Tentaram apagar o incêndio da foto vazada dizendo que a reunião foi apenas para conhecer o jogador e que não havia nada certo, nada assinado, mas o Grêmio não gostou da história e ameaçou levar o clube espanhol à FIFA. A falta de habilidade dos dirigentes do Barcelona no Brasil fizeram uma perigosa sirene disparar. Dentro do clube e no meio do futebol.

A contratação de Neymar ainda está sendo julgada nos tribunais da Espanha. O Barça já ficou mais de um ano impossibilitado de contratar por desrespeitar a regra nas categorias de base e não quer mais ser mal visto ou correr riscos. A operação por Lucas Lima foi cancelada no meio do ano porque o acordo entre clube e jogador vazou antes dos seis meses para o fim do contrato.

O que o Barcelona fez, faz e fará e quase todos os grandes clubes do mundo fizeram, fazem e farão é proibido. A ordem dos negócios é primeiro chegar a um acordo com o clube e depois com o jogador. Quando essa ordem é invertida, jogador e comprador se unem para que o vendedor negocie por um preço menor. É difícil argumentar contra o desejo de um funcionário que quer sair e normalmente dá certo.

Não sei se o Grêmio levará a ideia de ir à FIFA adiante. Se levar e o Barcelona for punido será um ótimo exemplo aos demais, mas o correto seria que a regra fosse aplicada a todos. No fim, teríamos mais clubes punidos do que livres para contratar.



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